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Itaú piora projeções para PIB, inflação, dólar e Selic com restrições e fiscal

Postado por: TC Mover em 12/03/2021 às 13:27
Itaú

São Paulo, 12 de março – A equipe de macroeconomia do Itaú piorou as projeções para todos os indicadores do Boletim Focus – Produto Interno Bruto, PIB, inflação, a taxa básica de juros, taxa Selic, e dólar –, diante do agravamento da pandemia do país, aumento dos riscos fiscais e exterior preocupado com eventual retirada de estímulos à frente.


Itaú ajusta projeção do IPCA com desvalorização do real e escalada do petróleo

De acordo com relatório, Mário Mesquita, economista-chefe do Itaú, e equipe passaram a projetar uma inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, de 4,70% neste ano, contra 3,80% antes; e de 2022, de 3,30% para 3,60%.

A maior parte do ajuste pelo Itaú vem da desvalorização recente do real e da escalada do petróleo Brent. O Brent também está com nova estimativa, de US$60 o barril para US$65 no fim do ano. Também vem pressão da nova rodada de auxílio emergencial.

Equipe eleva previsão para a Selic para 5,50% ao final de 2021

O aumento das incertezas globais e domésticas, bem como a inflação mais pressionada, são motivos para Mesquita ter elevado sua projeção para a Selic, de 5,00% para 5,50% em 2021. O início de ciclo de altas, diz, deve começar já na próxima quarta, com ajuste de meio ponto, dos atuais 2,00% ao ano para 2,50%.

“A probabilidade de aumento de gastos fiscais sociais como consequência da pandemia, impactando a já frágil sustentabilidade fiscal brasileira, não é desprezível”, observa Mesquita.

Para o Itaú, porém, a Selic maior, que tende a atrair ou manter capital no país, não será suficiente para compensar os riscos fiscais e sanitários. Também influencia o exterior, esperando que os estímulos possam chegar ao fim, e o dólar, que teve projeção elevada. A projeção para o fim de 2021 está agora em R$5,30, enquanto no ano que vem ela subiu a R$5,50, contra R$5,00 projetados anteriormente.

Novas restrições e aumento do risco fiscal pioraram estimativas do PIB

Uma retirada antecipada dos estímulos pelos diferentes bancos centrais resultaria em uma pressão maior da inflação com a retomada do crescimento com fim das restrições e o progresso de vacinas, segundo o Itaú.

O PIB 2021, por sua vez, teve sua previsão cortada pelo itaú de 4,00% para 3,80%, e o de 2022, de 2,50% para 1,80%, ressaltando o impacto no crescimento na economia, em especial, sobre o setor de serviços, das novas restrições à circulação por conta da segunda da Covid-19. Os aumentos do risco fiscal e da Selic também explicam a piora nas estimativas para o avanço econômico.

Texto: Bárbara Leite
Edição: Igor Soares e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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