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Lira ameniza queda do Ibovespa, mas pregão indica volatilidade

Postado por: TC Mover em 03/03/2021 às 20:58
Ibovespa

São Paulo, 3 de março – O Ibovespa fechou em queda de 0,32%, a 111.183 pontos, com Petrobras, código PETR4, e Vale, código VALE3, tendo os maiores volumes negociados. O mercado chegou a marcar queda de 3,65%. Entretanto, uma postagem do presidente da câmara, Arthur Lira, em rede social dizendo que a PEC que recriaria o auxílio não incluiria proposta de retirar o Bolsa Família do Teto catapultou o otimismo para alta de 0,77%. A declaração de Lira O índice tocou a região dos 107.300 pontos pelo segundo dia seguido e refutou. Contudo, segue não dá sinais que confirmem reversão de tendência baixista no curto prazo, segundo analistas técnicos. O volume negociado foi de R$37,22 bilhões, 44,82% acima da média de 50 pregões.


Estresse da bolsa indica volatilidade nos mercados

O dia 22 de fevereiro, dia do estresse na bolsa por conta da troca na presidência da Petrobras, ontem e hoje formaram as maiores faixas de negociação, ou a diferença entre a máxima e a mínima no Ibovespa desde abril de 2020. Isso indica grande volatilidade nos mercados. Na data de ontem, foram 5.108 pontos entre o topo e o fundo intradiário e hoje, 4.932.

O dólar futuro caiu 1,12%, a R$5,623, em dia volátil, refletindo incerteza fiscal, escalada dos juros e a manifestação de Lira. A curva de juros fechou em alta por mais um dia, com o contrato para janeiro de 2027 subindo 30 pontos-base. Os índices americanos fecharam em queda, com o Nasdaq em queda de 2,70%, S&P500 caindo 1,31% e Dow Jones recuando 0,39%, com Treasuries disparando mais uma vez.


Em menos de 1 hora, Ibovespa salta da mínima para a máxima do dia

No começo da sessão, as ações mais sensíveis à alta das taxas de juros sofriam bastante, e as exportadoras, estimuladas pelo câmbio depreciado, seguravam a queda. Em certo ponto do dia, com exterior negativo, juros e dólar disparando, o pânico tomou conta do mercado de ações e todos os papéis do principal índice de referência da B3, o Ibovespa, operavam todas no vermelho. Com a declaração de Lira, o sentimento mudou e cerca de 50 minutos dividiram a mínima de 107.465 pontos e a máxima, em 112.398.


Índice Financeiro teve maior alta setorial

A maior alta setorial foi, novamente, do Índice Financeiro, subindo 0,54%, com melhora dos bancos no fim da sessão. No Ibovespa, as maiores altas foram da ação ordinária da Petrorio, código PRIO3, subindo 4,61%, Magazine Luiza, código MGLU3, subindo 3,50% e Bradesco, código BBDC3, que avançou 2,02%, depois de operarem em queda boa parte do dia.

Por outro lado, a maior queda setorial foi do Índice de BDRs, que chegou a liderar os ganhos, mas encerrou caindo 2,03%. As maiores desvalorizações no Ibovespa ficaram para a ação ordinária do GPA, código PCAR3, caindo mais 5,61%, seguida de ação ordinária da CVC, código CVCB3, em queda de 4,53% e ação ordinária Petrobras, código PETR3, que recuou 4,29%. Fora do índice, destaque para ação ordinária Mosaico, código MOSI3, fechando em queda de 6,37%.


Vale, Petrobras e B3 lideraram os volumes negociados no Ibovespa

A ação ordinária da Vale, preferencial da Petrobras e ordinária da B3 tiveram os maiores volumes de negociação do dia. As corretoras XP Investimentos, Credit Suisse e Tullett Prebon foram as maiores compradoras do dia. As vendas à vista foram lideradas por Merrill Lynch, JPMorgan e Citigroup. Destaque para a corretora Bradesco, que vendeu R$2,39 bilhões em contratos futuros de índice e para a Morgan Stanley, que vendeu 1,8 milhão Magazine Luiza ON e 1,6 milhão B3 ON no leilão de fechamento.

Texto: Beatriz Amaral
Edição: Felipe Corleta e Letícia Matsuura
Arte: TC Mover


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