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Melhora na inadimplência não tira desafio para grandes bancos no trimestre

Postado por: TC Mover em 26/10/2020 às 14:16
O potencial de valorização no longo prazo das ações dos grandes bancos comerciais se mantém incólume, embora o cenário de curto prazo continue desafiador: os riscos de uma piora na qualidade de crédito dependem da retomada econômica no pós-pandemia do coronavírus e da capacidade do governo de segurar os riscos fiscais para não encarecer mais o custo de capital.

São Paulo, 26 de outubro – O potencial de valorização no longo prazo das ações dos grandes bancos comerciais se mantém incólume, embora o cenário de curto prazo continue desafiador: os riscos de uma piora na qualidade de crédito dependem da retomada econômica no pós-pandemia do coronavírus e da capacidade do governo de segurar os riscos fiscais para não encarecer mais o custo de capital. Assim, o terceiro trimestre deve ter trazido alguma alívio para os quatro grandes bancos em termos de rentabilidade.

Os investidores ainda olham para a forte queda esperada no lucro dos grandes bancos neste ano e não para as possibilidades de reversão de provisões no setor, ou as mensagens deles de que os riscos relacionados à pandemia já parecem estar bem precificados. 

As ações preferenciais do Itaú e Bradesco, assim como as ordinárias do Banco do Brasil e as units do Santander Brasil desabam 29,1%, 30,6%, 34,8% e 28,1% no ano, respectivamente. 

Para os analistas consultados pela TC Mover, os bancos estão capitalizados o suficiente para enfrentar a crise e a maior concorrência das fintechs nos segmentos de serviços. “Dessa forma, 2021 deve ser o ano de maior criação de valor pelos incumbentes”, disse a analista Renata Cabral, da Eleven Financial. 

O consenso TC espera expansão de lucros de quase 14% na média na base sequencial, porém um tomo de quase 27% na base anual.

Arte: Vinícius Martins/TC Mover

Inadimplência deve se manter constante ou cair

Entre os destaques, a margem financeira deve permanecer sob pressão por conta dos juros baixos e a migração na alocação de crédito para linhas mais seguras e de menor rentabilidade. No caso dos serviços, deve haver uma melhora em linha com a reabertura dos negócios. 

A inadimplência acima de 90 dias deve se manter constante ou até cair, refletindo as renegociações de crédito. Porém, isso não impede que haja alguma deterioração nas métricas mais curtas, disse o analista-chefe do TC Matrix, Hugo Queiroz. 

A prudência com custos e despesas devem dar um impulso aos lucros e à rentabilidade, representada pelo ROE, ou retorno sobre o patrimônio líquido. A temporada começa com a divulgação do balanço do Santander Brasil, na terça-feira, seguido do Bradesco, na quarta. Itaú Unibanco solta resultados em 3 de novembro e o Banco do Brasil em 5 de novembro.

Texto: Ana Carolina Amaral

Edição: Guillermo Parra-Bernal e Ana Carolina Siedschlag

Imagem: divulgação

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