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Mercado cauteloso espera inflação nos EUA; no radar, vencimento de opções, serviços, CPI da Covid: Espresso

Postado por: TC Mover em 12/05/2021 às 9:20
inflação nos EUA

São Paulo, 12 de maio – Os índices futuros de Nova Iorque estendem perdas depois de dois dias de liquidações no mercado à vista, na sequência mais longa em dois meses. O ajuste começou no setor de tecnologia e se espalhou pelos outros índices. Isto levou à pior queda desde fevereiro no caso do Dow Jones ontem. Os temores de disparada da inflação nos EUA e antecipação de alta de juros serão testados com o indicador mais importante da semana. O número de abril do índice de inflação ao consumidor americano, CPI na sigla em inglês, sai às 09h30.


Inflação nos EUA deve desacelerar na base mensal, mas aumentar o ritmo anual

O consenso aponta desaceleração mensal na inflação nos EUA, de 0,60% em março para 0,20%, mas aceleração anual, de 2,60% para 3,60%. O núcleo do CPI deve se manter em 0,30% no mês, mas acelerar de 1,60% para 2,30% no ano. Números mais fortes podem intensificar movimento de ajuste.

Às 07h30, o índice de volatilidade Vix, que mede aversão ao risco, subia 1,88%, após saltar quase 20% na véspera. Os rendimentos dos títulos de dez anos do Tesouro caem, depois de três altas seguidas, antes de leilão de US$41 bilhões em papéis para esse mesmo prazo.


Chuva de balanços e serviços se destacam na agenda brasileira

No Brasil, em dia de vencimento de opções sobre o Ibovespa, que costuma trazer volatilidade ao índice, a quarta-feira traz uma chuva de balanços. Via Varejo, JBS, Oi, Eletrobras, Suzano, Locaweb, Natura, BRF, MRV, Hapvida, Ânima, YDUQS, Eneva e Equatorial mostram os resultados corporativos. Amanhã sai Petrobras. No pregão de ontem, a bolsa resistiu à liquidação em Nova Iorque e fechou muito perto dos 123 mil pontos. A alta foi puxada pelas commodities e pelo tom suave da ata do Copom, o comitê decisório de juros do Banco Central.

O indicador do dia é o volume de serviços prestados na economia em março. Na CPI da Covid, espera-se sessão de alta temperatura com o depoimento de Fabio Wajngarten, ex-chefe da Comunicação da Presidência. Ele já declarou que o Brasil não comprou vacinas da Pfizer antes por incompetência do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que vai depor na semana que vem. Há relato de que a Advocacia-Geral da União, com respaldo do presidente Jair Bolsonaro, prepara habeas corpus para que Pazuello fique em silêncio ou escolha o que vai responder.

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Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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