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Mercados ficam de lado com casos na Europa, pacote de estímulos; tributo digital no radar: Espresso

Postado por: TC Mover em 25/09/2020 às 8:21
Os mercados globais andavam de lado nesta sexta-feira, com os futuros dos índices acionários operando quase na estabilidade no início da manhã, e as bolsas europeias oscilando, com receios pela nova onda de casos de Covid-19 na Europa e pelas negociações pelo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos.

Os mercados globais andavam de lado nesta sexta-feira, com os futuros dos índices acionários operando quase na estabilidade no início da manhã, e as bolsas europeias oscilando, com receios pela nova onda de casos de Covid-19 na Europa e pelas negociações pelo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos.

Na Ásia, os mercados fecharam em direções mistas, com a bolsa de Xangai perdendo perto de 0,10%, mas acumulando a maior queda semanal desde julho. E isso antes de agências internacionais de notícias reportarem um incêndio “massivo” em um dos laboratórios da gigante de comunicações Huawei, na província chinesa de Guangdong. Segundo a mídia local, a causa do incidente ainda é desconhecida e não há registro de vítimas até o momento. Os índices no Japão e na Coreia do Sul fecharam em altas moderadas.

Nos EUA, os futuros dos índices Dow Jones, S&P500 e Nasdaq acentuavam viés de queda, acompanhando os desdobramentos das conversas no Congresso americano sobre os novos recursos para aliviar a economia dos efeitos causados pelo coronavírus.

Ontem, o Financial Times disse, citando fontes, que os Democratas da Casa dos Representantes devem apresentar uma proposta de US$2,4 trilhões, menor que o pacote atualmente em vigência, mas, segundo a publicação, “alto demais” para passar pelos Republicanos.

O mercado deve começar a se preparar nesta sexta para uma semana de turbulência por lá: o presidente Donald Trump e seu rival na corrida à Casa Branca, o democrata Joe Biden, realizam o primeiro debate na terça-feira, o que deve colocar os investidores em pé de cautela. Também, na quarta, Trump deve indicar o novo nome para a Suprema Corte americana, assunto que tira o foco do debate em torno do pacote.

No plano local, o presidente Jair Bolsonaro tem a agenda oficial esvaziada por causa de uma cirurgia para retirada de cálculo na bexiga que acontece nesta manhã, em São Paulo, segundo Secretaria de Comunicação da Presidência.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, também não tem compromissos oficiais, enquanto o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, participa de uma reunião fechada à tarde para a abertura da missão de reavaliação anual do risco soberano do Brasil, feito pela agência S&P.

A nota atribuída ao país, rebaixada de positiva para estável em abril, no auge da pandemia, é fundamental para a percepção de risco de investidores estrangeiros, e a avaliação deve ficar dependente do avanço da agenda de reformas nos próximos meses. Segundo o Valor, o governo tenta convencer o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, apoiar a nova CPMF, enquanto ganha corpo incluir a taxação de dividendos na Reforma Tributária.

Arte: Nathália Reiter/TC Mover.

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