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Nova Iorque tem pior pregão em três meses; Ibovespa engata sexta queda seguida: Espresso

Postado por: TC Mover em 27/01/2021 às 20:13
pior pregão

São Paulo, 27 de janeiro – Encerra-se o pior pregão para as bolsas americanas em três meses, com destaque para o índice S&P500, que derreteu 2,57% e teve todos seus 11 subsetores fechando em queda. O sentimento transmitido pelo Federal Reserve na sua decisão, de que todo estímulo monetário encara limites, e a crescente impotência dos mercados em relação à dependência do pacote de ajuda fiscal permearam a sessão.

A confirmação por parte do Fed e seu presidente Jerome Powell de que o programa de recompra de ativos seria mantido “jogou um balde de água fria” no investidor, disse Fernanda Pereira, trader do Fênix Mercados. “O mercado está vivendo a base de anabolizantes há muito tempo”.

Quem estava posicionado em investimentos portos-seguros teve uma sessão perfeita: o rendimento dos Treasuries despencou ao longo da curva de vencimentos, o dólar americano se valorizou ante as moedas pares no ritmo mais agressivo desde setembro e o índice de volatilidade CBOE VIX disparou 64%, a alta mais intensa desde, pelo menos, o início de 2020. A crescente preocupação de que as ações nos Estados Unidos estão supervalorizadas não vai deixar o investidor respirar por um tempinho.

Nesse quesito, a turbulência se tornou dominante em Nova Iorque, com as ações da GameStop e AMC Entertainment Holdings, duas empresas “odiadas” pelos grandes fundos, disparando, levando instituições com posições ao descoberto nos dois papéis, a perder até a camisa.

Esse movimento, patrocinado por um grupo de traders pessoa física chamado WallStreetBets, tem aumentado o medo sobre a razão por trás das altas exageradas. Também estão crescendo as dúvidas quanto à saúde financeira do lado institucional do mercado representado pelos fundos de hedge. O mercado brasileiro pegou carona no exterior azedo e sofreu.

 

Ibovespa caiu pelo sexto pregão consecutivo

 

O Ibovespa engatou a sexta queda consecutiva, pior sequência em pouco mais de um ano, e o dólar se valorizou fortemente ante o real, seguindo o rumo da moeda americana. No entanto, a curva de juros se comportou bem na parte longa, com a melhor percepção quanto à eleição das mesas diretivas na Câmara e no Senado.

Atenuaram as quedas a notícia de que a greve de caminhoneiros parece descartada após o governo se mexer para reduzir o ICMS do diesel e mitigar o descontentamento da categoria.

 

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

 

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