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NY pós-recordes mista antes de indicadores; inflação, Caged, pandemia: Espresso

Postado por: TC Mover em 16/03/2021 às 10:02
recordes das bolsas - Selic

São Paulo, 16 de março – Na véspera da decisão dos comitês decisórios de juros do Federal Reserve e do Banco Central do Brasil, os futuros de Dow Jones e S&P 500 rondam a estabilidade após cravar recordes históricos ontem, enquanto o Nasdaq encontra espaço para avançar mais.


Treasuries yields opera quase estável e DYX em alta

Os yields dos Treasuries estão perto da estabilidade e o Índice Dólar DXY mantém o viés de alta, com pressão moderada sobre a maioria dos emergentes, enquanto o mercado americano espera indicadores importantes de atividade: as vendas de fevereiro no varejo, que caíram 3,00% em fevereiro na comparação mensal, e produção industrial às 10h15, com projeção de desaceleração.

O governo Joe Biden, que negocia alternativas para financiar seu ambicioso programa de infraestrutura, deseja também envolver o partido Republicano nas negociações, depois de aprovar com apoio exclusivamente democrata o pacote de estímulos de US$ 1,9 trilhão.

Uma possibilidade é o retorno do mecanismo das emendas parlamentares, banido há alguns anos pelos conservadores republicanos. Quando ao Fed, os recordes de ontem em Wall Street derivam da expectativa de que o banco central americano vai reforçar a visão de que não há grandes riscos inflacionários que justifiquem reduzir os incentivos à economia. Assim, os juros básicos devem continuar perto de zero no médio prazo, e devem prosseguir as recompras de títulos.


Caged deve registrar 188 mil novas vagas de emprego

No Brasil, confirmou ontem à noite um novo ministro da Saúde alinhado com o pensamento do presidente Jair Bolsonaro contrário a restrições de atividade e que não condenará o chamado tratamento precoce.

O primeiro dia da reunião do Comitê de Política Monetária do BCB tem a considerar também o resultado salgado do Índice Geral de Preços – 10, IGP-10, de março, divulgado há pouco pela FGV. O índice contrariou projeção de desaceleração e subiu 2,99%, ante a alta de 2,97% em fevereiro. Agora, acumula alta de 7,47% no ano e de 31,16% em 12 meses. Também o IPC-S da 2ª quadrissemana de março acelerou a 0,88%, de 0,67% na primeira.

Por volta das 11h, o indicador aguardado é a geração de empregos formais medida pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, Caged, com expectativa de criação de 188 mil vagas, revertendo a queda de 67,9 mil de dezembro.

Ontem, o mercado acompanhou as bolsas americanas, com os estrangeiros puxando bancos, beneficiários da possível alta dos juros pelo Copom. O que permanece sendo dúvida é o percentual de elevação: se decidir por uma alta de 0,50 ponto percentual, majoritária entre as apostas, indicará precedência, neste momento, de controlar a inflação.

Já uma alta de apenas 0,25 ponto percentual, que pode frustrar e estressar o dólar, indicará maior preocupação com a atividade fraca e a projetada piora por conta das restrições da pandemia. Para o dia, podem trazer algum alívio os anúncios de acordos para compra de vacinas, especialmente com a Pfizer, e o discurso reformista dos presidentes da Câmara e do Senado após a promulgação do auxílio emergencial.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

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