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Passaram-se seis meses desde o pior da pandemia e a bolsa está parada: por quê?

Postado por: TC Mover em 25/09/2020 às 12:36

Arte: Nathália Reiter/TC

Se passaram seis meses desde o auge da pandemia e muita coisa aconteceu com a bolsa. Após ter tocado a máxima histórica em fevereiro, o Ibovespa experimentou a queda mais dramática da sua história, perdendo quase 45% do valor em apenas 16 pregões.

Os anúncios de taxas de juros baixas feitos pelo Comitê de Política Monetária, Copom, e os programas de estímulo sem precedentes conseguiram restabelecer a confiança dos investidores. Em 83 dias, o índice saiu do fundo do poço para os 100 mil pontos. Mas, há dois meses não conseguimos sair da faixa entre os 95 mil e os 106 mil pontos. Por quê?

O formato “V” da bolsa

Após a parada brusca da economia e a queda drástica dos mercados financeiros globais em março, veio uma recuperação em formato de “V” impulsionada pela atuação agressiva de governos e bancos centrais.


Arte: Nathália Reiter/TC


A esperança de um tratamento para a COVID-19 ajudou, mas não foi suficiente para sustentar a retomada agressiva que vivemos entre abril e julho. Na medida em que a recuperação econômica global se torna menos intensa e mais heterogênea, o cenário se torna mais incerto e mais volátil – abrindo espaço para correções nos ativos de risco, disseram contribuidores do TC.

A política e o rumo dos ativos

Assim, o quarto trimestre deve chegar com visibilidade de cenário limitada, carente de gatilhos e tendências. Mesmo com a certeza de que a recuperação econômica deva continuar e que uma vacina contra o coronavírus esteja mais perto, as altas que tanto nos alegraram entre os segundo e terceiro trimestre deixaram a posição técnica menos favorável.

Avaliações esticadas, assimetrias difíceis de identificar e a eleição presidencial nos Estados Unidos devem pautar o rumo dos ativos. No Brasil, o foco estará na condução política e econômica do presidente Jair Bolsonaro, na vontade do Congresso de ajudar na aprovação das reformas e no progresso na reabertura dos negócios. O momento oferece oportunidades, mas o investidor precisa ter uma carteira balanceada e um psicológico forte para não perder o norte em um mercado lateralizado.

Texto: Guillermo Parra-Bernal
Edição Ana Carolina Siedschlag e Letícia Matsuura

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