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PIB faz bancos elevarem previsões para a economia brasileira

Postado por: TC Mover em 01/06/2021 às 18:14
Bancos elevaram projeções após resultado do PIB

São Paulo, 1 de junho – O resultado do Produto Interno Bruto, PIB, do primeiro trimestre de 2021, que cresceu 1,20% comparado com o trimestre anterior, surpreendeu positivamente os analistas do mercado. Com os números em mãos, bancos e casas de análise passaram a revisar para cima suas projeções para a economia nacional neste ano, caso do Goldman Sachs e do Bank of America.


Perspectiva para PIB de 2021 foi elevada pelo Goldman Sachs para 5,50%

O Goldman Sachs elevou novamente a perspectiva do PIB para 2021, de 4,60% para 5,50%, uma das previsões mais altas do mercado. O banco considera que o cenário da pandemia se estabilizará conforme a vacinação andar mais rapidamente, especialmente nos meses de junho e julho.

Como riscos, os analistas mencionam a possibilidade de uma crise hídrica que acarrete desabastecimento de energia e uma possível prorrogação dos gargalos na cadeia de fornecimento.

Logo após a divulgação do PIB, o chefe de pesquisa econômica do Goldman Sachs, Alberto Ramos, disse que espera uma recuperação visível nos próximos trimestres. “Em conjunto com o progresso da vacinação contra a Covid, uma reabertura gradual da economia, estímulo fiscal renovado e recuperação da confiança do consumidor e das empresas”, disse ele.


Bank of America não aumentou previsão para PIB de 2022

No caso do Bank of America, também conhecido como BofA, o ajuste foi ainda mais agressivo, elevando a estimativa de 3,40% para 5,20% neste ano.

O banco, porém, não aumentou as projeções do PIB para 2022, mantido em 3,50%. De acordo com o relatório, os analistas do banco veem que o impacto econômico da segunda onda da pandemia não foi maior do que na primeira, o que sugere que a economia local sabe lidar com as restrições de mobilidade. O relatório também indica vacinação mais rápida no segundo semestre como um fator essencial para o aumento das projeções.


Alta das commodities e depreciação do câmbio devem fazer inflação subir, dizem analistas

Além das previsões para o PIB, o BofA também revisitou a taxa básica de juros, a taxa Selic, e as perspectivas de inflação. Segundo os analistas, os preços altos das commodities e a depreciação do câmbio são dois fatores que levam ao aumento da expectativa de inflação. Outro fator é a questão hídrica, que afeta os preços das contas de luz.

Agora, o banco vê a inflação de 2021 em 5,90%, ante a previsão anterior de 5,20%. Com esse índice, o BofA entende que o país não conseguirá ficar dentro do teto da meta da inflação, estipulado em 5,25%. Por esse aumento dos preços, a instituição também acredita que a taxa Selic terminará o ano mais alta do que na última previsão e a elevou de 5,00% para 6,00% em 2021.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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