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PIB supera consenso e retoma nível pré-pandemia

Postado por: TC Mover em 01/06/2021 às 11:30

São Paulo, 1 de junho – O Produto Interno Bruto, PIB, do Brasil teve crescimento acima do consenso no primeiro trimestre. O resultado foi puxado pelos setores agropecuário e de tecnologia, na esteira de fortes resultados corporativos, retomada do consumo e o início da vacinação no território nacional.


Crescimento do PIB colabora com otimismo econômico

O dado corrobora as visões mais otimistas para a economia brasileira. Os economistas vêm aumentando as previsões de expansão para esse ano, e as falas do ministro da Economia, Paulo Guedes, de que o impacto econômico da segunda onda da pandemia foi menor do que se imaginava originalmente.

De acordo com dados fornecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, nesta manhã, o PIB cresceu 1,20% no trimestre na base sequencial. Esta é a terceira alta consecutiva, ante consenso TC de 1,00%. Na comparação anual, a economia brasileira cresceu 1,00%, acima da estimativa média de 0,80%. A produção agropecuária se destacou no primeiro trimestre do ano.


Crédito: IBGE


PIB voltou ao nível de 2019

Em valores correntes, o PIB chegou a R$2,048 trilhões, retornando ao patamar observado no quarto trimestre de 2019, antes de a pandemia da Covid-19 eclodir. Os contratos de juros futuros subiram em bloco, o dólar recuou e o índice futuro da bolsa avançou após a divulgação dos dados.

Os investidores esperam que uma retomada mais intensa da atividade econômica, agora que perto de 30% da população já recebeu pelo menos uma dose da vacina contra a Covid-19 e as empresas começaram a repensar planos de investimento, empurre a inflação para cima e leve a juros mais altos.

O Banco Central deve decidir o novo nível da taxa básica de juros Selic em 16 de junho. A maioria do mercado está esperando que a autarquia eleve o indicador pela terceira reunião consecutiva. Segundo o IBGE, todos os setores da economia cresceram no primeiro trimestre na base sequencial, com destaque para a agropecuária, com alta de 5,70%, seguido por indústria, que cresceu 0,70% e serviços, que cresceram 0,40%.


Segunda onda da pandemia “não afetou tanto o crescimento econômico”, diz IBGE

A coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, disse que “a segunda onda da pandemia de Covid-19 não afetou tanto o crescimento econômico”.

Na agropecuária, a alta foi puxada pela maior produtividade e no desempenho de alguns produtos, em especial da soja, na esteira do atual rali das commodities. O material é o que tem maior peso na lavoura brasileira e tem previsão de safra recorde este ano.

Na base anual, o IBGE registrou alta de 5,2% no PIB do setor agropecuário e de 3,0% no PIB industrial. Já o PIB dos serviços apresentou recuo de 0,80% devido às restrições de mobilidade, já que a maioria dos serviços são de ordem presencial.


Crescimento do PIB

Crédito: IBGE


Formação bruta de capital fixo cresceu 17%

Pela ótica da despesa, destaque para a formação bruta de capital fixo, com crescimento de 17,0% na base anual, maior taxa em quase 11 anos. O indicador é usado para medir a atividade de investimento em um país. Já o consumo das famílias recuou 1,7% explicado pela maior inflação e os reflexos da pandemia.

O consumo do governo também recuou, em 4,90%. No que se refere ao setor externo, as exportações tiveram alta de 0,8%, enquanto as importações avançaram 7,7% em relação ao primeiro trimestre de 2020.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Guillermo Parra-Bernal, Karine Sena e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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