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Prévia da inflação de junho fica abaixo do esperado, mas gasolina e luz pesam

Postado por: TC Mover em 25/06/2021 às 11:15
Prévia da inflação acelera

São Paulo, 25 de junho – O Índice de Preços ao Consumidor Amplo – 15, IPCA-15, de junho, que funciona como uma prévia da inflação oficial do mês, mostrou aceleração no aumento de preços. Isto foi reflexo direto da elevação dos preços da gasolina e da energia elétrica, influenciada pela adoção da bandeira vermelha patamar 2. Contudo, o mercado esperava uma alta maior.


Prévia da inflação tem alta de 8,13% no acumulado de 12 meses

Em junho, o IPCA-15 teve alta de 0,83%, 0,39 ponto percentual acima da taxa de maio, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. O dado, porém, veio levemente abaixo do consenso do TC, que estimava alta de 0,86%.

No acumulado de 12 meses, a prévia da inflação tem alta de 8,13%, também pouco abaixo do consenso de 8,17%. Entretanto, está ainda bem acima dos 7,27% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Nos primeiros seis meses, o IPCA-15 tem alta de 4,13%, segundo o IBGE.

Assim como a inflação do Banco Central, o IPCA-15 acompanha os preços dos principais produtos e serviços consumidos pelas famílias com renda entre um e 40 salários-mínimos.


Índice de difusão do IPCA-15 caiu para 65,85% em junho, aponta TC Matrix

De acordo com o TC Matrix, o índice de difusão da prévia da inflação caiu de 67,75% em maio para 65,85% em junho. Além disso, a média dos núcleos medidos pelo Matrix subiu de 0,56% para 0,62%.

“O IPCA-15, apesar de vir abaixo da mediana das expectativas de mercado, continua alto e sua abertura é preocupante para o BC”, avalia Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco digital modalmais. Ele diz que mantém sua projeção de elevação da Selic de 75 pontos-base na reunião de agosto do Copom com risco razoável de elevação de 1 ponto.


Energia elétrica e gasolina puxam prévia da inflação

O maior impacto da prévia da inflação veio do grupo de habitação, com alta de 1,67%, puxado justamente pelo custo da energia elétrica, que teve a adoção da bandeira tarifária de patamar 2, com acréscimo de R$6,243 a cada 100 kWh. Com isso, o preço médio da energia elétrica teve avanço de 3,85% na prévia de junho.

Outra grande vilã da inflação foi a gasolina, que subiu 2,86% em junho, colaborando para a alta de 1,35% no grupo de transportes. A gasolina tem o maior peso no grupo e já acumula variação de 45,86% nos últimos 12 meses.

Por outro lado, o grupo de alimentação e bebidas continua subindo, mas de forma estável. A alta de junho, em 0,41%, representa uma leve desaceleração frente à maio, quando os preços subiram 0,48%. Nesse grupo, a reabertura econômica começa a produzir novos dados, com o arrefecimento dos preços na alimentação nos domicílios, que desaceleram de 0,50% em maio para 0,15% em junho, e uma aceleração dos preços fora das residências, que acelerou 1,08%.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Bárbara Leite e Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover


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