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Produção industrial surpreende negativamente em abril

Postado por: TC Mover em 02/06/2021 às 11:30
Produção industrial recua

São Paulo, 2 de junho – A produção industrial de abril teve queda na comparação com março, surpreendendo o consenso. O dado foi impactado pela queda da indústria de derivados de petróleo e biocombustíveis. Esse é o terceiro resultado negativo consecutivo do índice, o que faz com que a indústria brasileira continue abaixo do patamar pré-pandemia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE.


Frustrando consenso, produção industrial caiu 1,30% em abril

Em abril, a produção industrial recuou 1,30%, acumulando queda de 4,40% no período de fevereiro a abril. O consenso do mercado era alta de 0,10%. No quarto mês do ano, a queda foi disseminada por 18 das 26 atividades investigadas pelo IBGE. Os destaques foram a retração de 9,50% da indústria de petróleo e combustíveis e a queda de 3,40% da indústria de produtos alimentícios.

Com o resultado, a indústria fica 1,00% abaixo do nível anterior à pandemia, após tê-lo recuperado em janeiro. O gerente da pesquisa do IBGE, André Macedo, diz que, no caso dos alimentos, o maior impacto veio do aumento do custo de produção, com a alta das commodities, especialmente as usadas para ração.

André Macedo destaca também que a disseminação do resultado negativo pelas atividades foi a maior desde abril de 2020. “O crescimento da produção industrial já vinha mostrando arrefecimento desde a segunda metade do ano passado”, afirma. Segundo o pesquisador, o recrudescimento da pandemia em 2021 afetou novamente a indústria, que teve de diminuir o ritmo de produção.


Apesar da queda mensal, indústria acumula avanço de 1,10% em 12 meses

No acumulado em 12 meses, a indústria retém avanço de 1,10%. Quando se compara a produção ano contra ano, a alta é bastante relevante, de 34,70%, mas isso acontece porque as bases de abril de 2020 foram muito fragilizadas pelas medidas de restrição da primeira onda da pandemia. Em abril de 2020, a produção industrial teve um tombo de 27,70%, o maior da série histórica. Já o acumulado de janeiro a abril de 2021 está 10,5% acima do acumulado no mesmo período de 2020.

O resultado negativo da produção industrial em abril puxou a curva de juros para cima, com todos os contratos subindo em conjunto. Por volta das 09h25, o maior avanço vinha da cauda longa, mais especificamente dos contratos para janeiro de 2027 e janeiro de 2029, que subiam 2 e 4 pontos-base, cotados a 8,46% e 8,81%, respectivamente.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Lucia Boldrini e Letícia Matsuura
Arte: TC Mover


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