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Queda do PIB em 2020 foi menor do que o esperado, dizem economistas

Postado por: TC Mover em 03/03/2021 às 15:04
PIB

São Paulo, 3 de março – A queda de 4,10% do Produto Interno Bruto, PIB, em 2020, apesar de ser a maior da série histórica, foi menor do que o esperado, de acordo com economistas ouvidos pela TC Mover. Além disso, a alta do PIB no último trimestre, em 3,20%, demonstra a leve recuperação da economia no segundo semestre do ano passado.


Situação melhorou depois do auxílio emergencial, diz Fontes

A sócia-fundadora da Nord Research, Marília Fontes, lembra que o Fundo Monetário Internacional, FMI, chegou a estimar uma queda de 9,10% para o Brasil logo que a pandemia eclodiu no país. O FMI também estimava uma queda do PIB mundial em 4,40%.

Para Fontes, a situação do país melhorou depois do auxílio emergencial. Essa visão é comprovada pela forte alta dos serviços tanto no terceiro quanto no quarto trimestre do ano passado. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE, o PIB do quarto trimestre cresceu 3,20%, acima das expectativas do mercado, que esperava alta de 2,80%.

Para economista, alta do PIB representa aumento da dívida

O economista e sócio da BRA, João Beck, diz que o resultado foi consequência da continuação da reabertura das atividades durante o segundo semestre. No entanto, Beck pondera que alta do PIB nos últimos dois trimestres representam, na verdade, um aumento de dívida, já que foi embasado principalmente pela política de estímulos, que não deve continuar no mesmo peso em 2021.

Para este ano, Beck diz que é o momento de pagarmos essa dívida, e a perspectiva então seria de PIB fraco, justamente pela alta da taxa básica de juros, a Taxa Selic, algo que o mercado já estima para a próxima reunião do Comitê de Política Monetária, Copom. Por isso, os investidores mantêm o radar ligado sobre as medidas do governo para pagar essa dívida. Entre elas está a Proposta de Emenda à Constituição Emergencial, PEC Emergencial.

A retirada de auxílios e a vacinação lenta também irão pesar no PIB, especialmente a campanha de imunização, que é o que deve guiar o país para o crescimento, segundo o economista.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Kariny Leal e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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