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Rali do minério: Credit Suisse eleva CSN para compra e mantém Vale como favorita

Postado por: TC Mover em 30/09/2020 às 15:45
A resiliência do preço do minério de ferro por conta da redução da oferta do mineral e forte recuperação da produção de aço na China tem surpreendido esse ano, disseram analistas do Credit Suisse, que elevaram a recomendação da ação ordinária da CSN para o equivalente a compra e mantiveram o recibo de ações da Vale como favorita para o setor de mineração e metais na América Latina. Os papéis da CSN e da Vale negociados em São Paulo acumulam alta de 0,72% e 1,59% em setembro.

São Paulo, 30 de setembro – A resiliência do preço do minério de ferro por conta da redução da oferta do mineral e forte recuperação da produção de aço na China tem surpreendido esse ano, disseram analistas do Credit Suisse, que elevaram a recomendação da ação ordinária da CSN para o equivalente a compra e mantiveram o recibo de ações da Vale como favorita para o setor de mineração e metais na América Latina. Os papéis da CSN e da Vale negociados em São Paulo acumulam alta de 0,72% e 1,59% em setembro.

 

Os analistas incorporaram as novas estimativas para o minério, as expectativas mais altas de envio de minério para o ano e a alta no preço do aço plano no Brasil de quase 10% em setembro e 13% em outubro. O preço-alvo para a CSN ON foi elevado de R$11,50 para R$19,00.

 

Demanda por aço aumentou

Há maior demanda por aço, principalmente na China, e oferta insuficiente do mineral, o que dá suporte aos preços atuais, disseram analistas liderados por Caio Ribeiro. Daqui para frente, a retomada da produção siderúrgica chinesa, assim como a volta das operações de altos fornos, deve manter o mercado “apertado” e os preços médios em $105 a tonelada no ano que vem, disseram.

 

Por conta disso, Ribeiro elevou a recomendação da CSN de neutra para outperform, manteve o ADR da Vale como preferida no setor e disse que os múltiplos de ambos os papéis aparecem bastante atrativos no momento: o valor empresarial da Vale equivale 2 vezes o EBITDA projetado para 2021, enquanto a CSN está avaliada a 3.9 vezes.

 

A avaliação da CSN, medida pelo múltiplo EV/EBITDA mencionado acima, se encontra abaixo da média histórica de 6,75 vezes. “Vemos essa tendência se traduzindo em uma desalavancagem mais acelerada para a empresa”, disse Ribeiro, que estima que o rendimento do fluxo de caixa livre da empresa deva chegar a 19% no ano que vem.

 

A listagem da área de mineração da CSN, junto com a potencial venda da SWT ou desinvestimento da fatia de 17% na Usiminas, poderiam reduzir ainda mais a dívida da empresa, disse.

 

CSN e Vale

CSN é a sigla para Companhia Siderúrgica Nacional, a maior indústria siderúrgica da América Latina e uma das maiores do mundo. Fundada em 1941, a empresa foi a primeira produtora integrada de aço plano no Brasil. A usina da CSN produz cerca de 6 milhões de toneladas de aço bruto e mais de 5 milhões de toneladas de laminados por ano, o que a faz ser considerada uma das siderúrgicas mais produtivas do mundo.

 

A Vale, que surgiu em 1942 como uma estatal chamada Vale do Rio Doce, é uma mineradora brasileira, reconhecida como uma das principais no mundo, além de ser a maior produtora de minério de ferro, pelotas e níquel. A empresa também atua em logística, com ferrovias, portos, terminais e infraestrutura de última geração.

 

Texto: Guillermo Parra-Bernal

Edição: Bárbara Leite e Ana Carolina Amaral

Arte: Nathália Reiter/TC Mover

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