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Relatório Focus vê inflação acima dos 6% pela primeira vez

Postado por: TC Mover em 05/07/2021 às 15:03
Relatório Focus trouxe expectativa de inflação acima de 6%

São Paulo, 5 de julho – Em semana de divulgações importantes sobre a inflação no país, o Relatório Focus do Banco Central voltou a elevar as projeções para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, chegando a passar dos 6% pela primeira vez no ano. Porém, os economistas consultados continuam com uma visão otimista para o crescimento do Produto Interno Bruto, PIB, neste ano.

As projeções do IPCA passaram de 5,97% na semana passada para 6,07% na última leitura do documento. Este foi o 13º aumento consecutivo para a inflação oficial do Banco Central, o que reflete os receios com a crise hídrica e a falta de suprimentos na cadeia produtiva, que pode perdurar por mais tempo que o previsto.

Economistas do Relatório Focus mantiveram viés altista para o PIB, com 11ª elevação seguida

Um estudo da Tendência Consultorias trazido pelo jornal O Globo nesta segunda-feira, 5, mostra que o aumento da inflação deve fazer com que o consumo das classes C, D, e E caia 17% neste ano. Para o ano que vem, o Relatório Focus prevê a inflação em 3,77%, 0,1 ponto percentual abaixo da previsão da semana passada.

Já para o PIB, os economistas continuam com um viés altista, elevando as previsões pela 11ª semana seguida. Agora, a projeção de crescimento do PIB em 2021 é de 5,18%, ante os 5,05% projetados na semana passada. Para 2022, a estimativa, entretanto, teve uma leve redução, de 2,11% para 2,10%. Há um mês, os economistas previam crescimento de 2,31% para o PIB de 2022.

Projeção para a taxa Selic em 2021 foi mantida em 6,50%, mas a de 2022 aumentou

Mesmo com o aumento da inflação em 2021, os economistas consultados para o Relatório Focus mantiveram a projeção da taxa básica de juros, a taxa Selic, em 6,50% para 2021, pela segunda semana seguida. Porém, para o ano que vem, os economistas veem a taxa Selic em 6,75%, aumento de 0,25 ponto percentual desde o último relatório.

Já a estimativa para o câmbio teve uma nova redução, passando R$5,10 para R$5,04. Para o ano que vem, a projeção do dólar foi mantida em R$5,20.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Leopoldo Vieira e João Pedro Malar
Arte:  Vinícius Martins / TC Mover


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