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Risco fiscal derruba Ibovespa; no radar, orçamento, debate EUA, China: Espresso

Postado por: TC Mover em 28/09/2020 às 20:46

O Índice Bovespa, Ibovespa, voltou a se descolar das bolsas internacionais para pior e fechou a terça-feira, 28, em forte queda, de mais de 2%, retornando aos 94 mil pontos pela primeira vez desde 30 de junho, enquanto o dólar bateu a máxima de R$5,675 no mercado futuro, maior nível intradiário desde 20 de agosto, levando o Banco Central a vender moeda no mercado.

O aumento da aversão local ao risco refletiu as preocupações em torno das contas públicas, após declarações de representantes do governo no Congresso sobre como a equipe econômica pretende financiar o Renda Cidadã, novo programa social que substituirá o Bolsa Família no orçamento do ano que vem. O mercado não gostou da ideia de usar recursos da educação básica e postergar o pagamento de precatórios para bancar o programa. A expectativa era de medidas de corte de despesas e analistas compararam o improviso fiscal com as “pedaladas” do governo Dilma Rousseff.

Os juros também subiram no mercado futuro e no de títulos públicos, outro sinal de preocupação com a situação fiscal de médio prazo. A queda do Ibovespa só não foi pior porque as bolsas internacionais tiveram um dia de alta, animadas com dados econômicos indicando recuperação da China e com as ações de bancos, que subiram após a seguradora chinesa Ping An anunciar interesse no britânico HSBC.

Os índices em Nova Iorque subiram mais de 1,5%, puxados também pelas ações de tecnologia, beneficiadas pela recuperação após quatro semanas de quedas. Hoje, às 19h30, horário de Brasília, o secretário do Tesouro dos EUA, Steve Mnuchin, e a líder do Partido Democrata na Câmara, Nancy Pelosi, devem dar entrevista e podem falar das negociações, de acordo com agências.

Vírus e eleição

Os riscos para os mercados globais, porém, continuam, com o avanço da pandemia de coronavírus, que ressurge na Europa, obrigando vários países a retomarem as medidas de isolamento social. Outro risco está na eleição presidencial americana, com os investidores avaliando o impacto sobre o eleitorado da estratégia do presidente Donald Trump de indicar a juíza conservadora Amy Coney Barret para a Suprema Corte no fim de semana.

Arte: Nathália Reiter

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