Bruno Funchal: Reforma do Imposto de Renda trará perda de R$20 bi - TC
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Scoop Day: Secretário Bruno Funchal calcula perda de R$20 bilhões com Reforma do Imposto de Renda

Postado por: TC Mover em 03/09/2021 às 14:57
Bruno Funchal fala sobre Reforma do Imposto de Renda

São Paulo, 3 de setembro – Pontos específicos da Reforma do Imposto de Renda devem levar a uma perda estimada líquida de R$20 bilhões nos cofres públicos. O dado faz parte de estimativas preliminares oficiais, divulgadas pelo secretário de Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, Bruno Funchal, em painel do Scoop Day, nesta sexta-feira, 3. O evento gratuito é organizado pelo Scoop by Mover, ferramenta do TC que traz informações exclusivas, análises de fluxo e monitoramento do mercado.

As modificações implementadas pela Câmara dos Deputados durante a discussão e votação do projeto podem atingir quase R$54 bilhões, de acordo com estimativas de economistas. Contudo, apesar de o número oficial dessas perdas caber à Receita Federal, o governo trabalha com a estimativa de creca de R$20 bilhões, ressaltou Funchal. O Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda espera perda líquida de R$22 bilhões.

As modificações implementadas pela Câmara dos Deputados durante a discussão e votação do projeto de Reforma do Imposto de Renda podem atingir quase R$54 bilhões. Apesar de o número oficial dessas perdas caber à Receita Federal, o governo trabalha com essa estimativa, ressaltou Funchal. O Comitê Nacional de Secretários Estaduais de Fazenda espera perda líquida de R$22 bilhões.

Investidores reagem à aprovação da Reforma do Imposto de Renda

A queda pronunciada na arrecadação tem assustado os investidores, que reagiram à aprovação da Reforma do Imposto de Renda na Câmara, na última quarta-feira, 1, com alta nos juros e fraqueza na bolsa. Isso porque o projeto de Orçamento da União para 2022 tinha sido elaborado inicialmente sob as premissas de um impacto neutro da reforma.

Em termos de números realizados, da arrecadação e de gasto, “estamos em trajetória boa e de melhora”, afirmou Bruno Funchal. “O que gera incerteza é a dúvida sobre a solução do Orçamento, os precatórios que cresceram demais e comprimiu despesas discricionárias”, completou o secretário no Scoop Day.

Teto de Gastos

Funchal disse ainda que “tem muita gente entrando para o debate e trazendo alternativas para o crescimento das despesas obrigatórias se compatibilizar com o Teto de Gastos”. Essa é uma das preocupações mais intensas entre os investidores. “Estamos tendo apoio total não só à questão dos precatórios, mas às outras pautas que estão no Congresso”, apontou o secretário de Tesouro e Orçamento.

Segundo ele, o governo está ciente da importância do Teto de Gastos. “Para ancorar a expectativa” e “trazer credibilidade não trabalhamos com a hipótese de retirada do Teto”, declarou. Fazer uma regra que harmonize os gastos é a melhor opção, “até porque já vimos os resultados dentro do processo de consolidação fiscal”, continuou Bruno Funchal.

Colchão de liquidez

De igual maneira, de acordo com o secretário, o Tesouro tem tomado medidas que reforcem o colchão de liquidez. Ou seja, o montante de dinheiro que o governo mantém em caixa caso as dívidas vincendas no curtíssimo prazo não sejam refinanciadas.

O Tesouro tirou um pouco o pé do acelerador nas emissões, “mas sabemos que precisamos captar porque o volume de rolagem é bastante grande”, disse Funchal . “Temos um colchão com mais de R$1 trilhão, conseguimos pagar os maiores vencimentos e a desvinculação dos fundos, desvinculamos quase R$170 bilhões de reais”, concluiu.

Texto: Equipe Scoop
Edição: Machado da Costa, Guillermo Parra-Bernal e Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinicius Martins / Mover

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