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Segunda onda da Covid-19 derruba bolsas; no radar, Copom, Vale e Petrobras: Espresso

Postado por: TC Mover em 28/10/2020 às 7:50
As bolsas europeias atingem seu pior patamar desde maio e os ativos de risco, liderados pelos futuros dos índices acionários americanos, derretem na manhã desta quarta-feira cheia de eventos na esteira da explosão dos casos de infecções por coronavírus, a volta das restrições de mobilidade severas e o pânico entre os políticos pelos impactos econômicos e sociais da segunda onda da pandemia.

São Paulo, 28 de outubro – As bolsas europeias atingem seu pior patamar desde maio e os ativos de risco, liderados pelos futuros dos índices acionários americanos, derretem na manhã desta quarta-feira cheia de eventos na esteira da explosão dos casos de infecções por coronavírus, a volta das restrições de mobilidade severas e o pânico entre os políticos pelos impactos econômicos e sociais da segunda onda da pandemia. 

O índice pan-europeu Stoxx Europe 600 registra sua pior sequência de quedas diárias em mais de um mês e perde, em três dias, o que ganhou com unhas e dentes entre junho e setembro. 

O motivo principal? A chanceler alemã Angela Merkel propôs fechar bares e restaurantes por um mês para conter a disseminação do vírus. 

Que papéis sofrem mais? As ações de bancos e de empresas de entretenimento e lazer, cujos detentores fogem em massa hoje para ativos de refúgio, como os Treasuries americanos, o dólar americano, o iene e, em menor medida, o ouro.

Paradoxalmente, o ETF Next, que replica uma cesta de ações brasileiras e negocia em Tóquio, descolou e fechou o pregão de hoje em alta de 0,69%. Vai saber… Por volta das 07h00, o futuro do índice S&P500 derretia 1,23%, enquanto o índice CBOE VIX, uma medida da volatilidade implícita do S&P500, disparava e chegava a tocar seu maior patamar em quase quatro meses. 

Quem ouviu os conselhos de alguns dos nossos contribuidores, como o trader André Almeida e o gestor Pedro Albuquerque, teria se dado bem: nos últimos dias, em particular, o nome do jogo era talvez reduzir um pouco as posições de risco, se proteger e esperar passar, por um lado, a eleição americana e seus ruídos adjacentes e, pelo outro, a disparada do vírus até a confirmação de um tratamento ou de uma vacina para tratá-lo. Pesa também o impasse em torno do pacote de socorro econômico nos Estados Unidos antes das eleições da terça-feira que vem.

Contudo, não somente de mercados globais vive o investidor no Brasil, e aqui também temos muita coisa acontecendo no dia: primeiramente, teremos a decisão de juros do Banco Central do Brasil, da qual falaremos extensivamente daqui a pouco. Continua em curso uma correção para cima dos contratos de juros futuros – será que o BCB enviará uma mensagem em relação aos fatores por trás dessa alta? Qualquer anúncio deve vir depois das 18h00. 

A autoridade monetária também oferta contratos de swap para rolagem no final da manhã. Outro megaevento é a enxurrada de balanços do terceiro trimestre, que hoje à noite terá como destaques Vale, Petrobras e Bradesco. Daqui a pouco, será a vez da Gerdau, que solta dados antes da abertura. 

Não menos importantes, também teremos os resultados da Cesp, EDP Brasil, Multiplan, Odontoprev, Tupy e GPA. O investidor repercute os balanços de Localiza, Vivo, Cielo, RD e Smiles, que ontem bateram expectativas de lucro e receita e hoje realizam suas teleconferências de resultados.

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