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Selic terá que subir “em algum momento”, mas sem pressa, diz Serra

Postado por: TC Mover em 12/01/2021 às 18:11
Selic

São Paulo, 12 de janeiro – O diretor do Banco Central, Bruno Serra, disse que é natural esperar uma alta da taxa básica de juros, a taxa Selic. Mas, apesar da pressão sobre a inflação, a autoridade não tem pressa para iniciar o ciclo de aumento dos juros. Os contratos de juros futuros, DIs, viraram e passaram a cair pouco depois da fala.

A indicação de Serra trouxe alívio à chamada curva do DI com os contratos revertendo as altas matinais. Apesar de achá-lo adequado, por ora, Serra disse em evento que “o estímulo extraordinário vai sair de cena em algum momento”.

Conjuntura definirá possível elevação da Selic

Serra admitiu, porém, que ter “inflação acima da meta nunca é desejável”, como aconteceu em 2020, quando o Índice de Preços ao Consumidor Amplo, IPCA, fechou em 4,52%, meio ponto percentual acima do centro da meta, de 4,00%.

Ele reiterou que não há uma regra mecânica que diga que o fim da orientação futura para a Selic implicará uma alta imediata da taxa. A conjuntura, diz, é que vai definir o momento de se elevar o juro básico, afirmou.

Eleições no Congresso influenciarão decisão sobre Selic

Os comentários dele sinalizam que será preciso ainda esperar a definição dos comandos da Câmara dos Deputados e do Senado, a definição do Orçamento da União para 2021 e da política econômica para decidir o juro.

O horizonte relevante para o rumo da taxa Selic passou a ser as projeções para a trajetória dos preços em 2022, observou. A incerteza fiscal é um dos motivos da alta do dólar, assim como a Selic em 2,00% ao ano, um “patamar sem precedentes”.

Segunda onda do coronavírus deve ter impacto econômico menor que a primeira

Para ele, está claro que houve uma desaceleração econômica com a redução do auxílio emergencial para R$300, e que o varejo vai sentir esse freio neste semestre. Serra acredita, porém, que uma segunda onda da Covid-19 não terá as mesmas consequências econômicas da primeira e avalia que a “direção macro” está melhor posicionada do que há seis meses.

Texto: Bárbara Leite
Edição: Guillermo Parra-Bernal, João Pedro Malar e Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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