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Setor público registra rombo recorde por gastos com pandemia

Postado por: TC Mover em 29/01/2021 às 15:09
Gastos

São Paulo, 29 de janeiro – Os gastos com os programas de auxílio durante a pandemia do coronavírus e a queda da atividade econômica pelas políticas de fechamento dos negócios resultaram em um rombo recorde nas contas públicas no ano passado, sinalizando que o trabalho de estabilizar a dívida nacional deve ser árduo.

Gastos levaram ao maior rombo registrado na história

A diferença entre a arrecadação e os gastos do setor público, excluindo o serviço da dívida pública, resultou em um déficit primário de R$702,95 bilhões no ano passado, segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central.

É o sexto ano seguido de déficit e o maior rombo registrado na história do país. Desta forma, a dívida pública teve crescimento forte, finalizando o ano no equivalente de 89,3% do Produto Interno Bruto, PIB, também o maior patamar da série histórica. Mesmo assim, os juros futuros, DIs, recuaram no pregão de hoje.

Políticos pressionam para extensão de auxílio emergencial

O rombo gerado pelos gastos é alto para os padrões das economias emergentes, o que acende o alerta nas agências de classificação de risco que definem a nota de crédito do país. No momento, o Brasil tem grau especulativo na sua nota de crédito, ou seja, paga juros mais altos para se endividar.

O resultado também indica como é desafiador para o país estender por mais algum tempo os programas de auxílio a famílias e empresas afetadas que a pandemia causou. Há pressão entre os políticos para estender esses benefícios, e os gastos, até pelo menos o mês de março.

Estados e municípios registraram superávit

Os gastos ficaram concentrados no governo federal, que respondeu por déficit de R$745 bilhões por causa das despesas com o auxílio emergencial. Os estados e municípios, pelos repasses que receberam da União para combater a pandemia, encerraram o ano com superávit primário de R$38 bilhões. Já as empresas estatais registraram alta de R$3,5 bilhões nos caixas, segundo o Banco Central.

Texto: Guilherme Dogo
Edição: Guillermo Parra-Bernal e João Pedro Malar
Arte: TC Mover

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