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Terror de desaceleração derruba bolsas; no radar, estímulos, PMI, auxílio: Espresso

Postado por: TC Mover em 18/02/2021 às 19:56
bolsas americanas

São Paulo, 18 de fevereiro – As bolsas fecharam em baixa hoje, em meio a uma realização de lucros impulsionada por receios de menor atividade econômica nos Estados Unidos. Os dados de pedidos de seguro-desemprego acima do esperado na semana passada contribuíram para esse sentimento. Além disso, previsões menos otimistas de vendas da rede varejista Walmart para este ano e a terrível onda de frio no Hemisfério Norte também preocupam os investidores e reduziram o ímpeto dos juros americanos e a alta do petróleo durante o pregão.


Techs, inflação e fragilidade do mercado influenciam na queda das bolsas

Enquanto o mundo acompanhava o pouso do veículo espacial Perseverance em Marte em busca de sinais de vida, o Dow Jones Industrials interrompeu uma sequência de três altas seguidas e dois recordes de fechamento. Já o S&P500 e o Nasdaq tiveram o segundo dia de baixa, com os papéis de tecnologia pesando por conta da alta dos juros e da notícia de que Warren Buffett reduziu investimentos na Apple.

A combinação da preocupação com inflação e fragilidade do mercado de trabalho americano levaram os índices S&P500, Dow Jones e Nasdaq a cair 0,44%, 0,38%, 0,72%, respectivamente. Assim, os investidores temem que a alta de preços deixe os juros mais elevados e afete o apetite por risco e estímulos. Então, as “big techs”, beneficiadas por taxas baixas, pesaram, com Apple, Microsoft, Tesla e Alphabet fechando com baixas entre 0,5% e 1,2%. Ademais, os balanços corporativos menos animadores pressionaram.


Atividades americanas e auxílio emergencial brasileiro estão no radar dos investidores

Para amanhã, as atenções dos mercados devem continuar em torno dos indicadores de atividade e dos impactos da nevasca nos Estados Unidos e em outras regiões do planeta, que podem influenciar os preços das commodities. Além disso, as discussões sobre o pacote de ajuda no Congresso americano estarão no radar.

No Brasil, os incentivos também estarão em pauta com o auxílio emergencial, que ganha força diante da pressão do Congresso para a aprovação rápida da ajuda mesmo que sem as contrapartidas exigidas pelo ministro Paulo Guedes.

Na agenda econômica de amanhã, destaque para os dados econômicos, com prévias de fevereiro dos Índices dos Gerentes de Compras, os PMIs, da indústria e de serviços da Zona do Euro e dos Estados Unidos. Eles devem mostrar os impactos sobre a atividade da redução de casos de Covid-19 nos Estados Unidos e na Europa. Contudo, também os indicadores apresentar os problemas nos programas de vacinação e o surgimento de novas cepas do coronavírus. Além disso, a onda de frio no Hemisfério Norte segue como um novo complicador para a atividade e para as perspectivas de empresários e consumidores.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: TC Mover

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