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Trimestre começa com bolsas em alta; indefinição com Renda Cidadã, exterior no radar: Espresso

Postado por: TC Mover em 01/10/2020 às 8:12
Dificuldades técnicas na bolsa de Tóquio e o fechamento dos mercados chinês e de Hong Kong por feriados nacionais reduziram a liquidez neste primeiro pregão do quarto trimestre. Coube ao mercado australiano refletir o otimismo predominante nos mercados globais, com ganhos de quase 1% no índice ASX200.

Dificuldades técnicas na bolsa de Tóquio e o fechamento dos mercados chinês e de Hong Kong por feriados nacionais reduziram a liquidez neste primeiro pregão do quarto trimestre. Coube ao mercado australiano refletir o otimismo predominante nos mercados globais, com ganhos de quase 1% no índice ASX200.


Certamente, a atitude mais proativa por parte do Congresso dos Estados Unidos em relação a um possível acordo para estender o pacote de estímulo econômico contra a Covid-19 faz o sentimento do investidor melhorar, apesar do ruído que a eleição presidencial do mês que vem e a segunda onda de infecções por coronavírus no mundo desenvolvido trazem ao ambiente.


Com o apetite por risco ganhando tração, o índice Dólar DXY recua pelo terceiro pregão em quatro, e os futuros dos três índices-referência da bolsa de Nova Iorque mostram ganhos moderados. O fundo de índice EWZ, que replica cesta de ações brasileiras negociadas em Nova Iorque, avança mais de 1% no pré-mercado – uma luz de esperança para nosso convalido Brasil.


Em matéria de dados, os números mais recentes nas maiores economias do mundo mostram que os indicadores antecedentes de atividade estão simplesmente se deteriorando em ritmo menor. Olhando para o pregão de hoje, o investidor fica de olho na bateria de pesquisas finais dos índices de gerentes de compras, os PMIs, que vieram levemente abaixo do consenso na Alemanha e no Reino Unido.


Enquanto isso, os EUA têm uma agenda cheia pela frente, com os números de núcleo da inflação PCE, gastos pessoais, pedidos semanais de seguro-desemprego e as pesquisas PMI de manufatura. O mercado deve reagir tanto a elas quanto às notícias vindas de Washington em relação à negociação entre o Congresso e o governo do presidente Donald Trump para os estímulos.


O euro avança, e a libra esterlina recua ante o dólar, refletindo a decisão da União Europeia de notificar legalmente o Reino Unido por violar os acordos de saída do bloco. A moeda britânica rompe, com a notícia, sequência de quatro altas consecutivas.


No Brasil, no entanto, impera a confusão em Brasília e na mente do investidor, que se pergunta se deve reagir à onda de apetite por mais risco que se espalha mundo afora, ou manter a cautela com a crise fiscal. Se a natureza polarizada da política nos EUA levanta questões sobre como é difícil passar a extensão de estímulos, imagine por aqui.


A base de apoio do presidente Jair Bolsonaro no Congresso insiste no uso dos precatórios para financiar o programa Renda Cidadã, proposta que o próprio ministro da Economia, Paulo Guedes, chama de puxadinho. Bolsonaro, seus assessores e aliados se reuniram ontem. Quiçá o mercado continue a reagir positivamente à volta de Guedes ao páreo, após dois dias de incômodo silêncio, para defender o ajuste fiscal.


Fique de olho na retomada da análise no Supremo Tribunal Federal sobre a venda das refinarias da Petrobras, o leilão de dívida do Tesouro Nacional de hoje, a balança comercial de setembro e as carteiras recomendadas para outubro.

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