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Vendas de imóveis usados aumentam em SP, segundo pesquisa da CRECISP

Postado por: TC Mover em 21/10/2020 às 16:08
O volume de venda de imóveis residenciais usados subiu 10,21% em agosto, segundo pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP). O estudo foi elaborado com base nas respostas obtidas com 916 imobiliárias em 37 cidades paulistas.

São Paulo, 21 de outubro – O volume de venda de imóveis residenciais usados subiu 10,21% em agosto, segundo pesquisa realizada pelo Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo (CRECISP). O estudo foi elaborado com base nas respostas obtidas com 916 imobiliárias em 37 cidades paulistas.

relatório traz resultados positivos para a venda de imóveis desde o mês de abril/maio, quando fechou positivo em 28,81%. Em junho, o indicador subiu 18,68%; em julho, 39,12%; e, em agosto, 10,21%. O acumulado no ano está em 54,68%, desconsiderando os possíveis efeitos negativos causados pela crise do Covid-19.

O aquecimento do mercado imobiliário deve refletir nos resultados das construtoras negociadas na B3. Muitas vezes, a venda de um imóvel usado é feita para obter recursos para comprar um novo.

Juros baixos impulsionaram as vendas de imóveis usados

O presidente do CRECISP, José Augusto Viana Neto, afirmou que os números refletem as “medidas de redução nos juros e facilidades na contratação de financiamentos concedidos por grande parte dos bancos, fazendo com o que imóveis coubessem no bolso de um número maior de famílias”.

Em agosto, dados da Associação Brasileira das Empresas de Crédito Imobiliário e Poupança, Abecip, também trouxeram um aumento considerável, com alta de 74,4% nos financiamentos imobiliários em relação ao mesmo mês do ano passado. Os recursos destinados a esse fim fecharam em R$11,7 bilhões.

Os imóveis financiados entre bancos públicos e privados também subiram em relação a agosto de 2019. Eles tiveram aumento percentual de 55,39% em agosto desse ano, ante 43,12% do ano passado. 

A faixa de preço entre os compradores foi de até R$300 mil, o equivalente a 61,20% dos negócios fechados em agosto. Quanto ao tipo de imóvel, a preferência foi por apartamentos, que dominaram 52,70% das vendas.

Número de aluguéis também cresceu

A pesquisa CRECISP mostrou que número de contratos de aluguel assinados em agosto também cresceu, com alta de 10,35% ante julho. Assim como a venda de imóveis, o mercado de locação também vem apresentando aumento desde abril/maio. 

O valor de aluguel mais procurado pelos inquilinos não ultrapassou os R$1 mil, o que representa 52,90% dos contratos. Em julho, os valores de aluguel ficaram na mesma faixa, o equivalente a 53,10% dos contratos assinados.

Quanto à garantia dos aluguéis, o fiador foi o preferido dos inquilinos, respondendo por 41,06% dos contratos. Em seguida, o depósito em poupança de três aluguéis, com 24,29% e o seguro fiança, com 17,49%.

Contratos cancelados foi menor do que novos aluguéis

A pesquisa CRECISP revelou, ainda, que pela terceira vez no ano, o número de cancelamentos nos contratos de locação não ultrapassou o percentual total de novos aluguéis. No mês de agosto, os imóveis devolvidos representaram 97,16% do total alugado. Em janeiro, o indicador havia representado 67,92% e, em fevereiro, 73,19%. No restante do ano, o total de contratos cancelados havia sempre superado o número de novas locações.

Vendas de imóveis como investimento

Selic, taxa básica de juros, de 2% ao ano, e o consequente retorno baixo das aplicações de renda fixa contribuem para um maior interesse por imóveis para investimentos. As quedas constantes do Ibovespa também contribuem para alguns investidores preferirem não arriscar com ações. 

Além dos investidores, o juro baixo também atrai os compradores interessados em adquirir o primeiro imóvel, aproveitando a queda nos juros do crédito imobiliário e a forte concorrência entre os bancos, que precisam emprestar mais diante do crescimento dos saldos de poupança. 

“Os números indicam que a Construção está deixando a incerteza no retrovisor. O déficit habitacional de 7,797 milhões de moradias no país reforça a disposição de novos investimentos pelas incorporadoras”, avalia Luiz Antonio França, presidente da Abrainc.

Concorrência no mercado imobiliário

O aumento da concorrência no mercado de crédito imobiliário trouxe a necessidade de inovação nos empréstimos. As instituições bancárias estão criando alternativas para oferecer opções que sejam acessíveis à classe média e atraiam novos clientes.

No mês passado, o Itaú Unibanco lançou duas linhas de crédito. Uma delas, direcionada a quem pretende adquirir um imóvel, tem juro fixo de 3,99% ao ano e o rendimento da poupança é usado como indexador. Ou seja, esta nova opção de crédito é atrelada à poupança. Leia na íntegra clicando aqui.

Texto: Ana Carolina Amaral

Edição: Angelo Pavini

Imagem: divulgação

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