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Vírus derruba bolsas; no radar, IBC-Br, PIB do euro, inflação EUA, balanços: Espresso

Postado por: TC Mover em 12/11/2020 às 19:51

São Paulo, 12 de novembro – O humor mudou e as bolsas fecharam em forte queda hoje. O mercado repercutiu o receio de novas medidas restritivas em importantes cidades americanas com o aumento de casos de coronavírus nos Estados Unidos e na Europa. Enquanto isso, as chances de mais estímulos fiscais na maior economia do mundo seguem reduzidas.

A ameaça de que uma segunda onda do vírus desacelere a economia foi reforçada pelo presidente do Federal Reserve, Jerome Powell. Ele alertou em evento do Banco Central Europeu para a ameaça da volta do vírus e que ainda é cedo para saber o impacto do avanço das vacinas na atividade. 

O lembrete de que é preciso que o banco central americano e o Congresso atuem juntos para reduzir os impactos da crise veio justamente no dia em que representantes das lideranças políticas americanas deram declarações indicando que o impasse em torno de um novo pacote de ajuda para famílias e empresas continua. 

A líder democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi, voltou a defender um pacote de US$2,4 trilhões e reclamou da falta de diálogo com o governo de Donald Trump, mais preocupado em cancelar votos do opositor Joe Biden na eleição presidencial. Enquanto isso, o líder do Senado, Mitch McConnell, disse que a maioria republicana só aprovará os US$500 bilhões já propostos.

Ibovespa voltou aos 102 mil pontos

No Brasil, os mercados acompanharam o aumento da aversão ao risco e o Ibovespa devolveu parte dos ganhos da semana, voltando para os 102 mil pontos. Os estrangeiros comandaram o show e realizaram um pouco dos lucros em bancos e Petrobras. 

O dólar subiu para perto dos R$5,50 e os juros futuros tiveram alta, também com cautela com o risco fiscal. A expectativa agora é com a avalanche de resultados do terceiro trimestre, com quarenta empresas hoje, amanhã, Cogna, Ser Educacional, Cosan, Equatorial, Cemig e BR Brokers. 

Atividades econômicas, PIB e inflação

Na agenda de amanhã, destaque também para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central de setembro, que deve consolidar os dados já divulgados pelo IBGE e que mostram uma recuperação desigual da atividade, mais forte em indústria e varejo e mais fraca em serviços. 

No exterior, saem dados de emprego e do PIB da Zona do Euro do terceiro trimestre e a inflação ao produtor nos EUA de outubro. A Confiança do Consumidor da Universidade de Michigan também sai amanhã e deve refletir o aumento de coronavírus e as notícias sobre vacinas.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Imagem: TC Mover

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