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Volatilidade domina pregão em dia de vencimentos em Nova Iorque; no radar, CSN: Espresso

Postado por: TC Mover em 16/10/2020 às 8:18
A segunda onda de coronavírus assolando os países mais importantes da Europa e parte dos Estados Unidos continua a prejudicar o sentimento dos investidores nesta sexta-feira e deixa as bolsas à beira da primeira retração em três semanas

São Paulo, 16 de outubro – A segunda onda de coronavírus assolando os países mais importantes da Europa e parte dos Estados Unidos continua a prejudicar o sentimento dos investidores nesta sexta-feira e deixa as bolsas à beira da primeira retração em três semanas: os mercados asiáticos fecharam no vermelho hoje, com exceção do índice Hang Seng da bolsa de Hong Kong, onde a alta superou mais de 1% e teve a ver com o desempenho superior de alguns poucos papéis. 

Já na Europa, expectativas de um acerto que leve a uma saída não abrupta do Reino Unido da União Europeia dão sustentação às bolsas. Há impasses, como o desejo do bloco de enquadrar os britânicos nas regras continentais para a pesca – o que leva a bravatas e coisas do tipo.

Sexta-feira também traz o vencimento de contratos de opções sobre ações, índices e fundos negociados nas bolsas americanas, o que deve aumentar a volatilidade intradiária. O índice S&P500 acumula alta de 0,18% nos quatro primeiros dias da semana: será que aguenta ou cede?

Por enquanto, os futuros do índice-referência mais amplo do mercado acionário americano flutuam conforme os investidores avaliam o impasse político sobre a extensão dos estímulos econômicos para o combate à Covid-19. 

A Boeing avança no pré-mercado em Nova Iorque depois que o principal regulador da aviação civil na União Europeia decidiu que o modelo 737Max, aquele mesmo que acumulou uma série de acidentes após o lançamento, é seguro o suficiente para retornar aos céus ainda este ano. 

Na agenda econômica, foque nos dados de vendas no varejo e da produção industrial do país em setembro, assim como do Índice de Sentimento da Universidade de Michigan para outubro. 

Nos balanços para o terceiro trimestre, o destaque é a empresa de exploração de petróleo Schlumberger

Vale a pena destacar que, na Europa, o dia trouxe surpresas positivas nos resultados corporativos: Daimler e Louis Vuitton Moët Hennessy, o maior conglomerado de luxo do mundo, veem sinais de retomada da demanda, enquanto a ThyssenKrupp pode receber oferta da Liberty Steel para sua divisão de siderurgia. 

Fique de olho ainda no mercado de títulos públicos nos Estados Unidos, onde a volatilidade implícita dos Treasuries aumenta com a proximidade da eleição presidencial. Uma vitória do opositor Partido Democrata na Presidência e nas duas casas do Congresso pode desencadear mais uma rodada de estímulos que, por sua vez, puxaria para cima os juros desses títulos. 

No Brasil, há temores com o mercado de dívida pública e as crescentes necessidades de financiamento do governo federal. O mercado continua repercutindo a decisão do Tesouro Nacional de pressionar por recursos no leilão de ontem.

A inflação, outro ponto de preocupação para a renda fixa, atrai o olhar do investidor, com a divulgação do IGP-10 para outubro. Os comentários do vice-presidente Hamilton Mourão sobre uma eventual implementação do Renda Cidadã fora do Teto de Gastos não ajudam. 

No lado corporativo, os destaques incluem o balanço da CSN divulgado ontem, a decisão da Triple Play de cancelar sua oferta inicial e as prévias de construtoras – que mostram dinâmica mais positiva no terceiro trimestre.

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