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Yields em alta derrubam futuros; ministérios e orçamento no radar: Espresso

Postado por: TC Mover em 30/03/2021 às 9:46

São Paulo, 30 de março – O dia no exterior começava mais tranquilo do que a véspera, quando a chamada de margem afetando o fundo americano Archegos Capital Management pressionou as ações dos maiores bancos. Na véspera do anúncio do plano de infraestrutura de US$3 trilhões do presidente americano Joe Biden, que deve envolver aumento de impostos, os futuros dos índices acionários de Nova Iorque operam em queda. O Nasdaq Composto intensificou recuo com a elevação dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os Treasuries yields. O Índice Dólar DXY, que acompanha o dólar ante outras moedas, opera acima dos 93 pontos.


Segue preocupação com efeito Archegos

Olhando para a agenda, o principal indicador do dia nos Estados Unidos é a confiança do consumidor americano de março, pelo Conference Board. No plano de fundo segue a preocupação com a irradiação do efeito Archegos, na forma de aperto de condições para fundos e investidores ultra alavancados.

Algum dia tínhamos que ver ajustes nas posições de extremo risco. Nada é eterno, nada é imutável. Mas, prova de que algumas regras têm sua exceção, Goldman Sachs e Morgan Stanley voltaram a liquidar posições antes de outros bancos. A perspicácia dos dois maiores bancos de investimento americanos é perene.

Entre as commodities, o petróleo opera em baixa, apesar da liberação do tráfego no Canal de Suez, antes da reunião dos países produtores na quinta-feira. O minério de ferro futuro fechou em queda hoje em Dalian.


Reforma ministerial deve ser bem recebida pelos investidores

No Brasil, ofuscado ontem pela reforma ministerial do presidente Jair Bolsonaro, persiste o impasse com o Orçamento da União para 2021, classificado como inexequível pelo Ministério da Economia e que pressiona juros e dólar.

Já a mudança na Esplanada dos Ministérios tende a ser recebida com otimismo. O investidor deve enxergar melhor governabilidade depois que o presidente demitiu o chanceler Ernesto Araújo e deixou a articulação política no Planalto para uma deputada aliada do presidente da Câmara, Arthur Lira. No entanto, a mudança não contempla todos os pleitos do bloco do Centrão.

O ministro Ricardo Salles, do Meio Ambiente, está sob pressão depois que os Estados Unidos exigiram ontem redução rápida do desmatamento ilegal. Fica no radar o descontentamento militar com a demissão do ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. A tentativa de Bolsonaro de ampliar seu apoio nas Forças Armadas em meio ao agravamento da crise sanitária e a sua queda de popularidade aparentemente fracassou.


Confira outras notícias sobre Brasília

O aprofundamento do conflito entre a ala ideológica do governo e o bloco conhecido como Centrão, que busca alinhar o presidente Jair Bolsonaro com um figurino pragmático e eleitoralmente viável em 2022, abriu espaço para uma reforma ministerial que fortalece o ministro da Economia, Paulo Guedes. É o que apontam fontes da TC Mover com conhecimento direto no assunto. Leia mais.

Acelerar a vacinação em massa e garantir auxílio emergencial maior serão duas fortes pressões nos próximos dias sobre o presidente Jair Bolsonaro e sobre o Congresso, indicando a necessidade não apenas de o governo destravar a imunização, inclusive para setores de baixa renda, como de ampliar esforços pelo equilíbrio fiscal. Leia mais.

Texto: TC Mover
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins / TC Mover

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