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Coluna: Para Lula, a má notícia é que as eleições são só em outubro

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Coluna: Para Lula, a má notícia é que as eleições são só em outubro

É preciso alinhar os tempos políticos do mercado com os de Lula, mas ressaltando-se que é uma negociação de compromissos públicos

Coluna: Para Lula, a má notícia é que as eleições são só em outubro
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Atualizado há 4 meses

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O levantamento do PoderData mostrou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrou na zona de empate técnico com a soma das intenções de votos dos seus adversários, o que indica que, no retrato do momento, mesmo pesquisas telefônicas, consideradas mais imprecisas por analistas, começam a tender para cenário próximo da vitória do ex-presidente no primeiro turno.

A má notícia para Lula é que o jogo só estará jogado no fim de outubro.

Neste contexto, é positivo que a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tenha dito à CNN Brasil que alguns pontos da Reforma Trabalhista de 2017 podem ter sido “bons” e que a sigla “não está falando em não reconhecê-los”.

Hoffmann também acertou ao afirmar que espera proposta do mercado para temas como pobreza, desemprego e fome, sugerindo o caminho proferido por Lula das “soluções negociadas, sem sustos, sempre compartilhadas”, disseram aliados graduados do ex-presidente ao Scoop by Mover .

Isso deve valer para eventuais ajustes no arcabouço fiscal vigente, mesmo que deteriorado. Hoffmann voltou a condenar o Teto de Gastos, embora sem mencionar mais revogação, dizendo que “o equilíbrio fiscal se dá pelo modelo de desenvolvimento”.

Investidores querem ver o ex-governador Geraldo Alckmin empoderado na negociação programática com Lula, que o ex-presidente faça um discurso único para seus diversos públicos e, feitos os acenos preliminares, dê mais clareza ao aspecto fiscal de seu plano.

Já que se fala em conciliação, é preciso alinhar os tempos políticos do mercado com os de Lula. Mas, ressaltando-se que não é uma negociação política, e, sim, de compromissos públicos, ouvindo agentes econômicos, não somente teóricos econômicos.

Como tem alertado o Scoop, o papel do PT será de “ala esquerda” da pretendida coalização lulista “até com a Centro-direita”, o que sugere a investidores e empresários, por ora, darem menor peso a manifestações da legenda.

Na próxima semana, em busca de moderação e previsibilidade, o mercado continua observando movimentos dos presidenciáveis ao Centro.

Coluna: Leopoldo Vieira
Arte: Vinícius Martins / Mover


DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões do COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.

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