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Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 30 de novembro – Informações pouco conclusivas vindas de agências reguladoras, farmacêuticas, governos e especialistas têm levado os mercados financeiros a operarem em uma gangorra de incertezas nos últimos três pregões, na falta de um consenso sobre os perigos da ômicron, nova variante do coronavírus.

A lista de incertezas é grande: transmissibilidade, virulência e efetividade das vacinas para imunização e para combate a casos graves da doença.

Os otimistas enxergam uma variante altamente transmissível, mas sensível às vacinas, que provoca casos menos graves da doença. É algo que poderia ser positivo no médio prazo, já que esta poderia se tornar a cepa dominante do vírus, sendo menos fatal.

Já o pior cenário seria o da ômicron ser altamente transmissível, evasiva às vacinas atuais e ter uma virulência elevada, algo que é associado a maior número de internações e casos graves. Nesse cenário, medidas restritivas poderiam ser ampliadas globalmente, desacelerando a retomada econômica e pedindo por mais estímulos monetários, em um momento delicado para a inflação global.

Sinais mistos

Sinais contraditórios não faltaram nos últimos dias.

O presidente-executivo da fabricante de vacinas Moderna, Stéphane Bancel, por exemplo, preocupou os mercados ao dizer que as vacinas atuais seriam menos efetivas contra a nova cepa do coronavírus, sinalizando a particularidade da ômicron de ter um número elevado de mutações em relação às variantes delta, beta e alfa.

Já o diretor da Agência Europeia de Medicina, Emer Cooke, disse ontem que os atuais imunizantes mantêm a proteção dos vacinados contra a nova cepa, posição defendida também pela Universidade de Oxford. A diretora do Centro Europeu de Controle e Prevenção de Doenças, Andrea Ammon, disse que os 42 casos já confirmados em dez países europeus têm sintomas leves.

As fabricantes de vacinas BioNTech, Johnson&Johnson e Moderna anunciaram que já trabalham no desenvolvimento de atualizações das suas vacinas para melhorar as defesas contra as novas variantes.

Compasso de espera

O estrategista em gestão de portfólios do banco americano JPMorgan, Mike Bell, disse hoje ao Wall Street Journal que vê os mercados “posicionados em compasso de espera, já que ninguém sabe se a ômicron será um problema ou não”. Bell ressalta que, “até que haja evidências, não há razoabilidade em investidores fazerem grandes apostas na alta ou na queda dos mercados”.

O tal ‘compasso de espera’, no entanto, tem punido o desempenho de ativos de risco. O índice VIX, que mede a volatilidade do mercado de opções na bolsa americana, está em um patamar elevado em relação aos dias anteriores ao surgimento da nova variante.

Após investidores irem às compras de opções de venda, ou puts, na sexta-feira, o índice disparou até a casa dos 29 pontos, ante 18 na última quarta-feira. Hoje, o índice operava próximo aos 24 pontos. Outro ativo que sofreu bastante, especialmente com a perspectiva de esfriamento da economia e da demanda por combustíveis, foi o petróleo. O Brent recuou da casa dos US$83 por barril na semana passada para próximo de US$70 hoje.

As próximas duas semanas deverão ser decisivas para indicar o tamanho da ameaça que a ômicron representa à saúde pública, à economia e, portanto, aos mercados. Esse é o prazo dado por muitos especialistas para que se tenha mais clareza sobre o potencial de internação e fatalidade da nova variante à medida que os casos registrados evoluem, tanto para indivíduos vacinados quanto para não vacinados.

Além disso, com o avanço de testes laboratoriais e clínicos, ficará mais evidente se há uma queda na proteção oferecida pelas vacinas já aplicadas na população mundial. Se houver uma perda de imunidade, ficará mais claro qual é o grau dessa perda de imunidade para contágio e para o desenvolvimento de enfermidades severas nos pacientes.

Vacina

O especialista em imunopatologia e diretor científico do Instituto Câncer Brasil, Bruno Filardi, disse à Mover que acredita no poder das vacinas já existentes em amenizar qualquer impacto da ômicron no país.

“Mesmo com alguma perda de neutralização, são muitos anticorpos atrapalhando a infecção. Provavelmente ainda estaremos bem protegidos com as vacinas atuais” disse o médico.

Filardi destacou que, além dos anticorpos já existentes em pacientes vacinados, que ajudam a prevenir que uma das 44 mutações da variante ômicron entrem nas células para iniciar uma doença, as vacinas ainda ajudam com a chamada imunidade celular. Esta proteção adicional, grosso modo, faz com que os sistemas imunológicos de pessoas vacinadas matem células infectadas, reduzindo a gravidade de uma doença.

Políticas monetárias

Outro ponto de atenção é o rumo das políticas monetárias frente ao novo cenário de incertezas. O banco central americano já iniciou a retirada de estímulos pandêmicos através do ‘tapering’ e os discursos de seus diretores gradualmente já começam a considerar elevação dos juros em combate à inflação elevada, com vistas aos bons números recentes do mercado de trabalho americano.

Uma nova rodada de estímulos ou uma desaceleração das políticas de retirada desses estímulos, em resposta ao aumento de casos de coronavírus, viria em um momento delicado, e muito diferente daquele do começo de 2020 com surgimento da pandemia. A injeção de mais liquidez na economia global viria, nesse caso, em um momento bastante sensível para a inflação.

Brasil

Sob um ângulo mais otimista, a economia brasileira poderia se beneficiar de um choque temporário na atividade econômica global causado pela ômicron. Isso porque um alívio na inflação, em um cenário de IPCA em dois dígitos, motivado especialmente por preços de energia e combustíveis, seria positivo. O caso de permanência prolongada de estímulos financeiros poderia também aumentar o apetite de estrangeiros pelo real brasileiro, em um momento de ações desvalorizadas e taxas atrativas da renda fixa.

Adicionalmente, o país tem índices de vacinação superiores aos seus pares emergentes, como México, Turquia, Rússia e África do Sul. Está também na frente de economias mais avançadas, como muitos países da Europa e dos Estados Unidos. Ainda melhores são os números de vacinação no Brasil nas grandes cidades, com aeroportos internacionais e entrada de estrangeiros no país.

Setores, kit covid

Desde as primeiras notícias do surgimento da nova variante, o mercado de ações reagiu de forma heterogênea. Na sexta-feira, um componente de pânico disparou quedas caóticas entre diferentes setores e ativos. No entanto, há uma tendência clara que pode predominar ao longo desse período de incerteza acerca da pandemia.

Os setores do chamado ‘kit covid’, diretamente impactados pelo fechamento de fronteiras e eventual queda na mobilidade urbana, foram os que mais sofreram. Aqui, empresas aéreas e de turismo se destacam, mas há também impacto direto no varejo físico e nas empresas de educação com foco em ensino presencial. Os papéis da Azul caem 17,05% desde sexta-feira e os da Royal Caribbean, de cruzeiros marítimos, perdem 13,33% em Nova York.

Outros segmentos são impactados pelo cenário de forma indireta: a queda no petróleo derrubou petroleiras e outras companhias do segmento de óleo e gás. O fundo de índice de ações de energia do S&P500, XLE, registra perda de 4,70% no mesmo período. Já as companhias do segmento de serviços, transportes e indústria sofrem com a perspectiva de desaceleração da economia.

Na ponta positiva, companhias que tiveram desempenho acima da média nos piores momentos da pandemia em 2020 também têm performado bem relativamente ao mercado. É o caso, por exemplo, da Zoom, da Netflix e das fabricantes de vacinas, impactadas diretamente pelo atual cenário.

De forma indireta, por exemplo, pode-se ressaltar a alta de 0,16% da Suzano nos últimos três pregões, com o Ibovespa tombando 4,41%. A companhia se beneficia da alta no dólar e da perspectiva de aceleração do varejo on-line, grande consumidor de embalagens de papel.

As exportadoras de metais também têm desempenho superior ao mercado, com a perspectiva da China em reduzir repressões regulatórias buscando reaquecer a economia, e de olho na possibilidade de que economias possam voltar a olhar para projetos de infraestrutura como alternativa para não permitir que novos ‘lockdowns’ derrubem o PIB global.

Desde sexta-feira, o petróleo Brent registra queda de 14,33%, o S&P500 perde 2,26% e o Nasdaq 100 cai 1,21%. O momento de incerteza também levou investidores a buscar proteção em títulos da dívida americana, apesar dos juros reais negativos – com as taxas bastante abaixo da inflação corrente – o que derruba os rendimentos dos Treasuries de dez anos de 1,66% na última quarta-feira para 1,46% hoje.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Gustavo Bonato
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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