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fernanda-mansano

Atualizado há cerca de 1 mês

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As divulgações econômicas de terça-feira, 14, dizem respeito a três temas importantes para os próximos meses, como a ata do Comitê de Política Monetária, o resultado do volume de serviços, assim como também a inflação, dos quais o investidor deverá estar atento, em especial no que diz respeito à condução da política monetária do Banco Central, a qual impacta o cenário de investimentos.

Começando pela divulgação do volume de serviços pelo IBGE, observamos um recuo de 1,20% em outubro frente ao mês anterior, com desaceleração em quatro das cinco atividades analisadas, com destaque para a queda marginal em serviços de informação e comunicação, de 1,60%, em que serviços de telecomunicações e transporte aéreo foram os que registraram as maiores quedas.

Por outro lado, atividades de caráter mais presencial apresentaram resultados positivos marginalmente. Isto posto, os serviços prestados às famílias e atividades turísticas seguem trajetória de recuperação em outubro, avançando 2,70% e 1,00%, respectivamente, com incrementos de receita em hotéis, restaurantes e serviços de bufê.

Assim, para o setor de serviços, a análise geral é negativa, porém, o que se observa é a continuidade de uma retomada heterogênea entre as atividades, ou seja, enquanto há atividades como os serviços de informação que crescerem no auge da pandemia no país, àquelas relacionados à mobilidade tem apresentado melhora, o que contribui para o mercado de trabalho positivamente.

Neste cenário, verifica-se que as perspectivas de crescimento para a economia brasileira têm se deteriorado, o que pode ser explicado também pela alta de preços, a qual contribui para o menor consumo assim como também para a queda da confiança do consumidor. Neste contexto, a condução da política monetária tem se voltado o combate da inflação para o próximo ano, o qual é realizado através do aumento da taxa básica de juros, a Selic.

Entretanto, na ata do Copom divulgada pelo Banco Central, fica evidente que a autarquia monetária continuará com a sua política contracionista, ou seja, de alta de juros em 2022. Entretanto, a alta de juros frente ao atual cenário econômico, auferido hoje pelo setor de serviços, traz fundamentos que corroboram para o desaquecimento da economia no próximo ano.

Por fim, a inflação, explicada especialmente pelo aumento de custos, advindo tanto dos gargalos de produção assim como do aumento de preços das commodities, exige do Banco Central uma política mais dura na condução da política monetária, porém, ao verificarmos a normalização da oferta de produtos e serviços, poderemos ter um alto custo a se pagar na atividade econômica dos próximos anos caso haja continuidade da alta dos juros no país no próximo ano.

Coluna: Fernanda Mansano
Arte: Vinícius Martins / Mover


DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões da COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.

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