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Sanita: Petrobras pode sofrer pressão vendedora no curto prazo

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Sanita: Petrobras pode sofrer pressão vendedora no curto prazo

Embora seja bom aos consumidores, a grande defasagem dos preços praticados pela Petrobras acende um alerta amarelo para os acionistas

Sanita: Petrobras pode sofrer pressão vendedora no curto prazo
sergio_sanita

Atualizado há 2 meses

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Esta semana volto a falar de umas das maiores empresas brasileiras e que renovou sua máxima histórica na semana passada: Petrobras (PETR4).

Com a forte alta do petróleo nos últimos meses, atingido níveis de 2014, a Petrobras vem num forte movimento de alta que fez com que sua antiga máxima histórica de 2008 tenha sido renovada nos últimos meses.

Na última quarta-feira, 2 de março, na volta do feriado do Carnaval, a Petrobras renovou novamente sua máxima histórica de fechamento, atingindo R$34,67 (no gráfico ajustado com as distribuições de dividendo).

Num cenário em que a maioria não previa, a guerra da Rússia contra a Ucrânia foi iniciada no último dia 24 de fevereiro, fazendo com que o rali nas commodities se intensificasse de maneira relevante.

Temos, contudo, uma preocupação no radar. Com toda essa alta do petróleo, a Petrobras repassará os preços ao consumidor? Em caso afirmativo, será parcialmente ou integralmente?

Estudos mostram que a defasagem em relação à paridade internacional já está na casa dos 30%.

Se, por um lado, como consumidores, preferimos que os preços continuem como estão e não sofram aumentos, por outro lado, como acionistas, a preocupação com essa “intervenção” começa a preocupar.

Já vimos um sinal dessa potencial mudança dos reajustes mais regulares nos preços dos combustíveis com o presidente do conselho de administração da Petrobras, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, dizendo que vai deixar o cargo.

Isso acende uma luz amarela ao acionista da Petrobras, podendo indicar que os repasses, caso sejam feitos, continuarão com uma grande defasagem em relação os preços praticados no mercado internacional.

Saindo do campo especulativo e olhando a movimentação dos preços, temos alguns pontos interessantes. Depois de renovar máxima histórica, estamos prestes a perder uma linha de tendência de alta bem definida no curto prazo:

Já vemos divergências baixistas em alguns indicadores.

Olhando o OBV, já estamos perdendo uma região de suporte, enquanto os preços ainda não chegaram a testar a região de suporte imediato:

No IFR14, já perdemos de maneira contundente a Linha de Tendência de Alta, LTA:

No estocástico, já viramos para um momento vendedor, com um pivot de baixa bem estabelecido:

E no MACD há tempos a divergência já era gritante, com topos mais baixos enquanto o papel fazia topos mais altos:

O que isso significa? Que a parte técnica nos indica fraqueza nos preços da Petrobras e já antecipa uma virada na tendência de alta para baixa.

Sendo assim, caso você seja acionista da Petrobras, fique atento a uma possível pressão vendedora no curto prazo.

Caso você seja apenas consumidor, acredito que você pode ficar um pouco mais tranquilo.

Não acredito que a Petrobras repassará integralmente a defasagem dos preços ao consumidor, quiçá se repassará algo neste momento de inflação alta, com uma guerra em andamento e em ano eleitoral.

Coluna: Sérgio Sanita
Arte: Vinícius Martins / Mover


DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões do COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.

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