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Sanita: Vale a pena investir na Pague Menos?

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Sanita: Vale a pena investir na Pague Menos?

O setor de farmácia deve continuar forte no curto prazo, e, dado a assimetria apresentada, faz bastante sentido avaliar a Pague Menos

Sanita: Vale a pena investir na Pague Menos?
sergio_sanita

Atualizado há 3 meses

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Essa semana falo sobre a Pague Menos (PGMN3), a terceira maior rede de farmácias do Brasil, em termos de número de lojas, segundo dados da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias, Abrafarma.

Com o IPO realizado na B3 após o crash da covid-19, a empresa que teve sua precificação em R$8,50, chegou ter uma valorização de mais de 61% nos meses seguintes, atingindo R$13,75 em setembro/2021:Pague Menos - PGMN3

Nos últimos meses apresentou uma queda relevante, chegando a uma desvalorização de quase 43% de setembro de 2021 a janeiro de 2022:

Depois dessa forte queda, o ativo está apresentando um padrão de reversão altista que já abordamos várias vezes aqui na minha coluna semanal. É o chamado “fundo duplo” ou “fundo em W”:Pague Menos - PGMN3

Esse padrão de reversão altista, projeta um alvo potencial de R$11,53 e posteriormente R$12,67, respectivamente, 17,90% e 30,88%, baseado no atual preço de R$9,68:

Pague Menos - PGMN3

Em relação ao risco, eu usaria o stop abaixo da mínima (R$8,86) da semana retrasada, que daria um risco de aproximadamente 9%.

Fazendo as contas do risco x retorno, temos no cenário inicial um risco de 1 para um retorno potencial 1,99 e no cenário mais otimista um risco de 1 para um retorno potencial de 3,43! Em ambos os cenários uma assimetria para assumir o risco da operação.

Os indicadores técnicos dos preços também corroboram para a visão altista no papel.

No IFR14, já rompemos o topo anterior ativando e confirmando o fundo duplo:

No MACD a indicação também nos mostra compra no semanal:Pague Menos - PGMN3

Olhando para o setor de farmácias, um trigger que estamos vendo no curto prazo é uma demanda cada vez maior por testes rápidos para detecção da covid-19, dado que os números de contaminação ainda seguem bastante elevados com a nova variante ômicron, mesmo com a maior parte da população já imunizada com a segunda dose, e números crescentes da população imunizada com a terceira dose da vacina.

Olhando o aumento da longevidade dos brasileiros, atualmente, é possível ver cinco gerações de consumidores numa mesma família: bisavó, avó, mãe, filha, neta e bisneta.

É um setor que deve continuar forte no curto prazo, e, dado a assimetria apresentada, faz bastante sentido para avaliar bem a entrada no ativo da Pague Menos.

Como sempre deixo o alerta: além da análise da movimentação dos preços via AT, devemos considerar o cenário macro/micro atual, perspectivas de curto prazo para o setor e decisões políticas que afetam diretamente a economia (e no Brasil costumam fazer bastante preço) para avaliarmos se faz sentido investir nessa empresa.

Sobre a Pague Menos

A inauguração da primeira loja da Pague Menos foi em maio de 1981. Com a recente aquisição da Extrafarma – ainda sob análise do Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica -, a empresa combinada deve se tornar a segunda maior rede de farmácias do país.

Seu modelo de negócios é baseado na venda de produtos e serviços voltados para a saúde e bem-estar. Atuam no mercado de varejo de especialidade, seguindo o conceito de drugstore, ou seja, focam em medicamentos de referência (marca) e genéricos, sujeitos à prescrição médica ou over-the-counter (“OTC”), produtos polivitamínicos e de perfumaria, os quais incluem artigos de higiene e beleza, compondo, aproximadamente, 15,6 mil itens adquiridos de 440 fornecedores diferentes. Também oferecem a venda de medicamentos formulados através de seis farmácias de manipulação com produtos sob medida.

Buscam ser não somente uma rede de farmácias, mas um hub integrado de saúde, com uma proposta de valor diferenciada para seus clientes. Desta forma, com base no perfil de seu público-alvo e visando oferecer ainda mais serviços, implementaram, a partir de 2016, a “Clinic Farma”, pela qual os clientes recebem, em salas equipadas e confortáveis, acompanhamento individualizado em seus tratamentos, tiram dúvidas sobre sua saúde com farmacêuticos capacitados, em conformidade com protocolos clínicos, e ainda têm acesso a diversos serviços, como aferição de pressão e glicemia, revisão de medicação, avaliação corporal, vacinação, exames laboratoriais (como teste de COVID-19, PSA, BETA HCG, Dengue), aplicação de injetáveis, entre outros.

As informações sobre a Pague Mais estão no portal de Relações com Investidores da companhia.

Coluna: Sérgio Sanita
Arte: Vinícius Martins / Mover


 

DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões do COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.

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