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Vieira: Uma semana decisiva na política

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Vieira: Uma semana decisiva na política

A próxima semana será tensa na política, quando faltarão cerca de apenas dez dias para a escolha do novo comando do Senado e da Câmara

Vieira: Uma semana decisiva na política
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Atualizado há mais de 1 ano

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Brasília, 22 de janeiro – A próxima semana será tensa na política, quando faltarão cerca de apenas dez dias para a escolha do novo comando do Senado e da Câmara, onde residirá o futuro da pauta econômica.

Nesta reta final, os candidatos mais competitivos estão inspirados, promovendo pautas avaliadas por analistas de mercado como populistas. O medo é que a falta de estratégia para a vacinação contra a Covid-19 e a pressão no Congresso por mais gastos, sob recrudescimento da pandemia, aumentem e estressem significativamente a renda fixa, variável e o câmbio.

A sucessão no Congresso passou a estar casada com o debate sobre soluções substitutas de ajuda emergencial e quanto à sustentabilidade do Teto de Gastos. Assim, o ritmo e a intensidade da imunização nacional seguem como o principal fator de risco político.

Todavia, após um susto inicial com os problemas que declarações ideológicas contra a China poderiam gerar para o plano de vacinação, na sexta-feira cresceram informações de que o Poder Executivo adotará um tom mais amigável em relação à participação da Huawei na tecnologia 5G.

Isso pode agilizar a importação de insumos para a produção de imunizantes. Estão sendo relevantes os serviços prestados nesta articulação pelo ex-presidente Michel Temer e pelo vice-presidente Hamilton Mourão, de acordo com fontes próximas à embaixada da China.

Política fiscal no Congresso

No Senado, até a semana passada, a agenda fiscal era um não-assunto, porém agora ela passou a ser o tema dominante, mas com viés negativo. Para o nome considerado favorito para suceder Davi Alcolumbre (DEM-AP), Rodrigo Pacheco (DEM-MG), premissas econômicas terão que ser sacrificadas para que alguma forma de socorro seja mantida, apesar de o Teto ser uma medida importante. O candidato reconheceu foco nas privatizações, mas não a da Eletrobras.

No entanto, para agências, ele afirmou que o crescimento econômico passa por um ambiente de credibilidade que exige aprovação de medidas de ajuste fiscal e das Reformas Tributária e Administrativa. Neste complexo tabuleiro, Alcolumbre quer ser vice-presidente do Senado ou ministro de Bolsonaro.

Na Câmara, o deputado Arthur Lira (PP-AL), que disputa a presidência da Casa com apoio do Planalto, disse no Twitter que qualquer discussão sobre eventual auxílio adicional deve ser feita de forma responsável e acompanhada do aprofundamento de reformas que viabilizem a consistência fiscal de médio e longo prazos no Brasil.

A manifestação do parlamentar visou acalmar os mercados, que reagiram com preocupação à fala dele em evento em São Paulo, na qual defendeu que se houver nova edição do auxílio ela deverá ser desenhada de forma que o mercado financeiro possa “suportar”.

No mapa da Eurasia Group, Lira é o favorito para suceder Rodrigo Maia (DEM-RJ) e, conforme contas do Valor, venceria seu oponente, Baleia Rossi (MDB-AP), por 259 a 236 votos. Um desfecho em aberto, haja vista a estreita margem entre ambos e a tênue diferença que o homem-forte do Centrão possui em relação aos 257 votos exigidos para se eleger.

Tanto Lira quanto Rossi se dizem comprometidos com o Teto, entretanto o segundo tem dívidas com a esquerda para pautar uma solução para o fim do chamado coronavoucher se o governo não apresentar uma proposta definitiva.

Além disso, a estratégia de Lira é votar, antes de criar um novo benefício social, a Proposta de Emenda à Constituição Emergencial e o Orçamento para 2021. Sem falar que o ministro da Economia, Paulo Guedes, sustenta publicamente que Lira é o nome capaz de levar adiante as privatizações.

Em entrevista exclusiva à TC Mover, o analista sênior da Eurasia no Brasil, Silvio Cascione, projetou que o Teto de Gastos deve ser preservado como âncora fiscal independentemente de quem vença na Câmara e que as reformas dependerão do quanto a pandemia dominará o assunto político.

Arte: Vinícius Martins/TC

DISCLAIMER: As informações disponibilizadas na coluna são meramente opiniões do COLUNISTA na data em que foram expressas e não declarações de fatos ou recomendações para comprar, reter ou vender quaisquer títulos ou valores mobiliários, ou ainda, qualquer recomendação de investimento.

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