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stefanie-rigamonti

Atualizado há 25 dias

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São Paulo, 29 de dezembro – De um ano para o outro, mesmo o público mais leigo passou a conviver com termos específicos do mercado das criptomoedas no dia a dia, levando muitos a elegerem 2021 o ano dos ativos virtuais.

NFT, ou token não-fungível, por exemplo, foi eleita a palavra do ano pelo dicionário Collins e, desde que o Facebook mudou o nome para Meta, seguindo seu plano de investir num universo paralelo online, agora só se fala em metaverso. Além disso, as criptomoedas bateram sucessivos recordes de valorização.

Por tudo isso, é possível afirmar que 2021 foi um ano muito importante para o universo dos criptoativos. O especialista em criptomoedas do TC, Jorge Souto, lembra que, no começo do ano, havia receios de que o mercado sofresse queda após o bom momento de 2020, mas isso não aconteceu. Ao contrário, o setor ganhou mais maturidade.

“Hoje, o Bitcoin, principalmente, e o Ethereum, em segundo lugar, têm uma base de investidores mais institucionalizada, o que permite que o mercado seja mais maduro, porque diminui a volatilidade, para baixo e para cima”, frisa.

A gerente-geral da Binance no Brasil, Mayra Siqueira, concorda. “Na própria Binance sentimos esse movimento. O número de clientes ‘PJ’ expandiu quase 500% na comparação entre este ano e o ano passado, um dos reflexos positivos do ‘efeito Musk’, já que a Tesla foi uma das muitas empresas que agora têm BTC em tesouraria”, afirma.

Mesmo assim, há quem perceba movimentos que foram melhores em anos anteriores.

“Em termos de valorização, quantidade de ativos, de investimento, pode-se dizer que, sim, este foi o melhor ano para o mercado cripto. Mas, por mais que isso seja interessante, 2021 ainda não é o ano com maior interesse do investidor varejista, que foi em 2017”, afirma o diretor financeiro do Grupo Ripio, Bernardo Teixeira.

Ainda assim, o especialista fica impressionado com o movimento dos novos investidores em relação às criptomoedas. Uma pesquisa da CNBC apontou que cerca de 83% dos milionários millennials – aqueles nascidos nas décadas de 1980 e 1990 – têm investimentos em criptomoedas e que 53% dessas pessoas mantêm, no mínimo, 50% do portfólio em criptoativos.

De acordo com Teixeira, essa realidade já aponta novos hábitos econômicos em um futuro nada distante. “Essas inovações vão ser adotadas pelas pessoas mais novas e isso deve continuar. Acho que existe uma probabilidade muito forte de que os jovens nem tenham conta bancária e que todas as suas transações sejam feitas por criptomoedas”, diz.

Mercado aquecido

O cenário macroeconômico ajuda a entender o aumento da popularidade das criptomoedas. Muitos enxergam nas moedas virtuais uma forma de se proteger contra a inflação e as incertezas econômicas causadas pelo período de pandemia.

Além disso, Bernardo Teixeira lembra que os Bancos Centrais estão injetando um alto volume de liquidez desde 2020, o que também explica o interesse no mercado cripto.

Mas, para além dessas questões, as inovações apontam para um crescimento sólido, o que justifica o interesse até mesmo de investidores mais tradicionais, como George Soros. No começo de outubro, o family office do bilionário revelou que possui Bitcoin, o que mexeu com a cotação da moeda no dia.

Em entrevista à Bloomberg, a CEO do fundo familiar de Soros disse que as criptomoedas não são mais apenas um meio de proteção em relação à inflação, mas elas já cruzaram “o abismo para a tendência dominante”.

“Novas tecnologias, como NFTs e DeFi [Finanças Descentralizadas], novos projetos dando muito certo, novos aspectos do mercado ganhando tração, Dapps com uso bem forte também são fatores que determinam o aquecimento do mercado”, diz Teixeira.

O diretor financeiro do Grupo Ripio destaca a relevância, dentre todos esses projetos, dos atrelados à segunda camada da blockchain, ou L2, que nada mais é do que um protocolo secundário “criado acima de um sistema blockchain existente, cujo objetivo principal é aumentar a velocidade de transações e/ou resolver as dificuldades de escalabilidade enfrentadas pela rede principal”.

Já para Jorge Souto, do TC, as redes de primeira camada da blockchain foram o grande destaque de 2021. Trata-se das plataformas que concorrem com o Ethereum, como Solana, Avalanche, Fantom, Atom. “Esse foi o trade mais sólido desde o meio do ano, foi o setor que mais ‘performou’”.

Além disso, os jogos tiveram bom desempenho, em contraste com os DeFi, que na opinião de Souto foi o pior em termos de desenvolvimento de todos os segmentos de criptoativos neste ano.

Projeções para 2022

A expectativa de especialistas para o próximo ano é de que o mercado cripto continue aquecido. Mas, depois do primeiro quadrimestre de 2022, Teixeira acredita que haja um período de correção, que pode ser forte.

O Grupo Ripio espera que o público perca um pouco do interesse pelas criptomoedas, embora não enxergue isso necessariamente como negativo, já que esse afastamento dará tempo para os desenvolvedores inovarem para manter o mercado aquecido por mais dois ou três anos.

Mayra Siqueira, da Binance, por outro lado, enxerga um período de bastante oscilação no começo do próximo ano. “A expectativa é de muita volatilidade nos próximos meses, de agora até o final do 1º trimestre de 2022”.

Souto, por sua vez, acredita na solidez do mercado para se manter aquecido. “O setor cripto reúne hoje 2 milhões de pessoas no mundo, mais ou menos, segundo estudos publicados. E se você comparar com a curva de adoção da internet, ela é muito próxima. Talvez é até mais rápida, porque hoje em dia tem mais informações”, ressalta o especialista.

Hoje o mercado cripto vale cerca de US$2,3 trilhões. Para o especialista do TC, à medida que as pessoas forem aprendendo novas formas de se relacionar com o universo das finanças, a expectativa é de ampla expansão do setor. “É uma mudança que não tem volta”, garante.

Desafios

Dentre os desafios para o próximo ano, talvez o maior deles seja a questão do aumento de regulação, que, segundo os especialistas, é inevitável.

Para Teixeira, as novas leis podem ser  positivas, no sentido de proteger os investidores. “Na nossa visão, isso começará com as exchanges, a porta de entrada de criptomoedas, mas outros segmentos, como games, NFTs e DeFi, terão algum tipo de controle nos países”, estima.

Nesse sentido, a Binance quer liderar a indústria na regulação, com padrões de AML – medidas contra lavagem de dinheiro – e  participar mais ativamente na formulação de políticas internacionais. “Em 2021 fizemos muitas contratações de alto nível para expandir significativamente as capacidades e o tamanho da equipe de compliance para lidar com regulamentações mais rígidas e a crescente demanda”, conta Siqueira.

Mas muitas leis podem também limitar os investidores, o que é um ponto que está no radar para o próximo ano. A forma como os Estados Unidos vão lidar com as criptomoedas é uma pauta de grande interesse.

“Precisa começar a regular de uma forma inteligente, para que não mate a inovação. Porque cripto é um mercado global, se os EUA criam uma lei muito restritiva, os desenvolvedores saem (…) E está ficando cada vez mais claro que talvez essa seja uma das poucas formas de os EUA se manterem na frente da China”, afirma Souto.

Além disso, “a forma como a SEC, órgão regulador do mercado de capitais nos EUA, está tratando a questão dos airdrops e dos ICOs, e como isso vai afetar inovação e os novos projetos”, também pode ser um desafio para o mercado cripto, alerta Teixeira, do Grupo Ripio.

Siqueira também enxerga no radar, para 2022, fatores como tecnologia, gasto de energia, custo e velocidade de rede. Mas ela acredita que essas questões podem trazer mais evolução para a indústria cripto do que obstáculos.

Texto: Stéfanie Rigamonti
Edição: Renato Carvalho
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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