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Atualizado há cerca de 1 mês

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São Paulo, 23 de setembro – Primeira moeda digital descentralizada e independente do atual sistema financeiro, o Bitcoin foi criado em 2009. De lá pra cá, novas criptmoedas surgiram e, com a demanda crescente, fundos de criptoativos apareceram no mercado, atraindo um número cada vez maior de investidores.

Hoje, 12 anos após seu surgimento, as moedas virtuais aparecem na rotina dos brasileiros cada vez mais. Elas despontam em notícias envolvendo times de futebol, marcas de carro, redes sociais e até no setor cultural.

A Editora Caqui, por exemplo, passou a oferecer recentemente a opção de pagamento por criptomoedas em seu site. A ideia dessa inovação surgiu da dona da editora, Caroline Arcari, que, inclusive, investe no mercado de Bitcoins.

“Sempre estivemos na vanguarda de publicações com temáticas disruptivas, como feminismo para crianças, educação sexual e histórias antirracistas. Bitcoin também é uma tecnologia disruptiva por ir contra uma série de práticas consolidadas pelos bancos e instituições financeiras. Então receber Bitcoin é a cara da nossa empresa”, comenta Arcari.

Presença das criptomoedas no dia a dia

O movimento de incluir os criptoativos no cotidiano da população é algo que acontece globalmente. O Twitter, por exemplo, inaugurou hoje a função das gorjetas em Bitcoin nos dispositivos da Apple através da Lightning Network, solução de segunda camada do Bitcoin que realiza transações mais baratas e rápidas com a criptomoeda.

Além disso, na próxima temporada da NBA, maior competição de basquete do planeta, times tradicionais, como o Philadelphia 76ers e o Portland Trail Blazers, serão patrocinados por empresas do setor de criptomoedas.

No âmbito automobilístico, a japonesa Nissan vai vender 1350 carros do modelo Kicks XPlay com tokens não-fungíveis, os NFTs. Esse tipo de token virtual registra a autenticidade e a propriedade de itens digitais na blockchain, um imenso livro virtual que compila qualquer transação de uma determinada criptomoeda.

Ainda no setor automobilístico, a corretora de derivativos cripto FTX começou a patrocinar, recentemente, a equipe Mercedes-AMG Petronas, da Fórmula 1, expandindo sua estratégia de marketing baseada em eventos esportivos. A equipe da F1 é considerada a mais bem-sucedida da atualidade e vencedora dos últimos sete campeonatos de pilotos e construtores desde 2014.

E na tentativa de atrair negócios da indústria cripto, o Bitcoin virou até moeda de curso legal em El Salvador. Os cidadãos salvadorenhos receberam do governo US$30 da criptmoeda na carteira digital Chivo. Além disso, o país instalou 50 caixas eletrônicos com a moeda virtual da Chivo nos Estados Unidos para facilitar o envio de dinheiro entre salvadorenhos expatriados e os que ainda vivem em El Salvador.

Riscos de investir em criptoativos

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, as criptomoedas possuem muita volatilidade. Suas cotações têm grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de ainda não terem decolado como meio de pagamento global, apesar do avanço. Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros de criptoativos por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias, ao passo que as criptomoedas ganham notoriedade, pode afastar investidores.

Texto: Anderson Lima
Edição: Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinícius Martins / Mover


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