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Rio de Janeiro se inspira em Miami para virar polo de criptoativos

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Rio de Janeiro se inspira em Miami para virar polo de criptoativos

O prefeito Eduardo Paes afirmou que investirá 1% do tesouro do Rio em criptoativos e dará desconto a cariocas que pagarem IPTU com Bitcoin

Rio de Janeiro se inspira em Miami para virar polo de criptoativos
nicolas-meireles-nogueira

Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 27 de janeiro – O Rio de Janeiro quer se tornar um polo global de criptoativos, segundo disse o secretário de desenvolvimento econômico da cidade, Chicão Bulhões, ao portal Coindesk, com inspiração em cidades como Miami, nos Estados Unidos, e Zug, na Suíça.

“Assim como Miami, nós temos as praias, um bom lugar para viver e a criatividade”, alegou Bulhões, que citou o Bitcoin como ativo de proteção contra a inflação e elogiou El Salvador, o primeiro país a adotar o Bitcoin como moeda de curso legal.

Na conversa, Bulhões também confirmou os planos anunciados pelo prefeito Eduardo Paes em 13 de janeiro. Na ocasião, Paes afirmou que vai investir 1% do tesouro da cidade em criptoativos e dar desconto para os residentes que pagarem o IPTU com Bitcoin.

Outros planos do governo carioca incluem a criação da “Cripto Rio”, uma zona econômica especial com incentivos fiscais destinadas a atrair empresas do segmento, bem como uma criptomoeda própria, assim como Miami fez no ano passado.

Riscos de investir em criptoativos

Apesar da atratividade e de sua crescente demanda, os criptoativos possuem muita volatilidade. Suas cotações têm grandes flutuações em curtos períodos de tempo, parte do motivo de ainda não ter decolado como meio de pagamento global. Algumas corporações, porém, já passaram a aceitar e investir em criptomoedas.

Além disso, os movimentos erráticos de mercado, a possibilidade de roubo de registros de criptomoedas por hackers e a suspeita de manipulação de mercado também fazem parte do risco do investimento.

Muitas operações envolvendo criptomoedas são realizadas de forma não regulamentada, com riscos operacionais e regulatórios. É possível encontrar diversos casos em que o dinheiro simplesmente some, é roubado por um hacker ou o investidor sofre um golpe financeiro.

Por outro lado, o risco de controle da moeda por meio do governo com medidas regulatórias ao passo que os criptoativos ganham notoriedade pode afastar investidores.

Texto: Nicolas Nogueira
Edição: Allan Ravagnani e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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