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Atualizado há 20 dias

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São Paulo, 17 de novembro – Oportunidade ou risco precificado? A temporada de balanços do terceiro trimestre das empresas brasileiras ajudou a reforçar o grande embate da vez no mercado financeiro, com lucros e receitas disparando com a reabertura econômica, mas também com pressão inflacionária e juros mais altos, além de receios fiscais e políticos, dificultando as previsões para o médio prazo.

Levantamento da Economatica aponta que o lucro das 258 empresas não-financeiras listadas na B3 disparou 140,6% no terceiro trimestre na comparação com igual período do ano passado, e 354,9% na comparação com o terceiro trimestre de 2019 – o levantamento ainda exclui os resultados de Vale e Petrobras.

Enquanto isso, o Ibovespa registrou recuo superior a 12% entre julho e setembro – desde o início do segundo semestre, o índice derrete mais de 18%.

“Tenho convicção de que a temporada foi melhor do que o que os preços das ações indicam. Existe uma disparidade entre fundamento e preço. Os preços refletem uma preocupação com o futuro, o que eu acho que já está bem exagerado. Estou otimista em relação aos valores de mercado, é uma oportunidade que vimos poucas vezes antes”, avalia João Luiz Braga, sócio da Encore Asset.

Ponta negativa dos balanços

Na ponta mais negativa, o risco fiscal persistente às vésperas de um ano eleitoral e fatores externos, como o fim das recompras de títulos pelo Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos, além do aumento de juros esperado na maior economia do mundo, deterioram o cenário para o Brasil, como explica o analista e economista da Nova Futura Investimentos, Matheus Jaconelli.

“O risco fiscal não está se arrefecendo, fazendo com que muitos investidores saiam de ativos brasileiros, buscando outros mais seguros. As perspectivas de aperto da política monetária nos EUA também tendem a impactar negativamente não apenas o Brasil, mas outros países emergentes”, diz Jaconelli.

A inflação, somada a uma forte retomada de demanda com o fim das restrições impostas pelo país para combate à covid-19 entre julho e setembro, é um dos fatores mais “ambíguos” da temporada de balanços.

Segundo a Economatica, a receita líquida operacional das empresas não-financeiras da Bolsa saltou 33,2% na base anual, enquanto o custo dos produtos vendidos foi 32,2% mais alto.

Ou seja: se a inflação, por um lado, encarece a produção, do outro, impulsiona receitas ao exigir um repasse de preços ao consumidor em geral.

“Como a demanda voltou fortemente, setores inelásticos como óleo e gás, químico e energia elétrica acabaram tendo impacto positivo em suas receitas, quando comparadas com o mesmo período do ano passado, o que contribuiu para o avanço dos lucros”, avalia Jaconelli.

Para ele, “apesar dos bons balanços em termos de fundamento, o cenário macroeconômico continua sendo essencial para o desempenho da maioria das ações das companhias de capital aberto, principalmente aquelas que são mais cíclicas”, como o varejo.

Veja a seguir alguns destaques setoriais da temporada de balanços:

Commodities

O terceiro trimestre mostrou-se desafiador para o segmento de mineração e siderurgia, que viu desvalorização acentuada do minério de ferro na China e elevação nos custos com carvão causando recuo dos resultados em base sequencial, principalmente de Vale, Usiminas e CSN, o que pode se agravar também no quarto trimestre, dada a desaceleração vista no segmento imobiliário e cortes na produção de aço da China.

Companhias menos expostas ao gigante asiático e mais dependentes da América do Norte, como a Gerdau, vivem um ciclo virtuoso, impulsionadas pela reabertura econômica nos Estados Unidos e pela indústria.

Proteínas

O mesmo ciclo virtuoso, no caso batizado de “superciclo da carne” pelo Morgan Stanley, impulsionou os resultados da JBS, que voltou a bater recordes de lucro e receita líquida, e da Marfrig, que viu seu EBITDA atingir pico histórico.

Para o próximo trimestre, as restrições às carnes brasileiras impostas pela China devem ser o principal ponto de atenção, em especial para companhias como a Minerva, que no terceiro trimestre atribuiu a receita líquida e lucro operacional acima do consenso à estratégia de compensar as restrições chinesas com produção em outros países da América Latina.

Óleo e gás

No setor de óleo e gás, empresas independentes como 3R Petroleum e PetroRio viram melhoras nos resultados devido à forte elevação de quase 70% nos preços do petróleo entre um ano e outro, o que levou a PetroRio a reverter prejuízo, enquanto a 3R reduziu perdas em base anual.

Já a Petrobras viu os resultados dispararem, com os lucros alcançando R$31,1 bilhões, apoiados também pela forte demanda por combustíveis, que levou a aumentos de dois dígitos nas vendas de todos os produtos da companhia.

Varejo

Um dos setores mais sensíveis à macroeconomia, o varejo discricionário viu a inflação corroer as receitas das operações físicas, com destaque para Magazine Luiza e Via, cujas vendas no critério Mesmas Lojas, que levam em conta somente lojas abertas a mais de 12 meses, caíram 14,6% e 13,8% na base anual, respectivamente.

A Magazine Luiza viu seu lucro líquido ajustado despencar 89,5% na mesma comparação. Já a Via reportou impacto negativo de R$810 milhões de reais no período, proveniente de provisões trabalhistas, que agora somam R$2,5 bilhões.

Apesar disso, o online de ambas cresceu, com o volume bruto de mercadorias crescendo 33% e 22%, com destaque para seus respectivos marketplaces.

A Americanas destoou, com as vendas Mesmas Lojas registrando alta de 6% ano a ano, dado o perfil de conveniência das lojas físicas da empresa, e se somando com o crescimento de 30,1% na venda bruta de mercadorias, ou GMV,online.

No varejo alimentar, o atacarejo puxou os resultados da Assaí, que reportou lucro líquido 33,8% maior que há um ano, e do Carrefour Brasil, que viu a rede Atacadão crescer 14,3% em faturamento líquido.

Energia

Entre as empresas de energia elétrica, a maior parte divulgou balanços sólidos e positivos na comparação com o ano anterior, evidenciando a resiliência do setor, que foi impulsionado principalmente pela melhora nos volumes das distribuidoras devido à recuperação do consumo após impactos da pandemia.

A CPFL Energia, por exemplo, registrou alta de 2% na carga, enquanto o volume em áreas atendidas pela Neoenergia teve aumento de 3,6%.

As operações de geradores foram o destaque negativo no trimestre, com o ápice da crise hídrica reduzindo a produção de hidrelétricas. Mas diversas empresas foram beneficiadas ao registrar o recebimento de compensações por perdas provocadas pela seca, após um acordo com o governo em 2020, o que incluiu AES Brasil, Engie e EDP Brasil.

Setor financeiro

No terceiro trimestre, Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander Brasil, os quatro maiores bancos do país, apuraram lucro líquido conjunto de R$22,97 bilhões, alta de 32,1% na comparação anual.

As seguradoras brasileiras ainda viram seus resultados no terceiro trimestre afetados pela sinistralidade elevada, especialmente nas áreas de vida e saúde, impactadas pela covid-19, e agronegócio, em função da crise hídrica.

Entretanto, apesar de estarem acima de patamares históricos quando comparados a períodos pré-pandemia, as empresas também começaram a notar arrefecimento dos sinistros na base sequencial.

Na BB Seguridade, por exemplo, o índice caiu 9,8 pontos percentuais no terceiro trimestre quando comparado ao período imediatamente anterior. Na Bradesco Seguros, a queda foi de 1,3 ponto percentual.

Saúde

O avanço da sinistralidade é o destaque também nas operadoras de planos de saúde, diante do retorno dos brasileiros a consultas, exames e cirurgias postergadas nos picos de pandemia.

O Grupo NotreDame Intermédica e a Hapvida, empresas bastantes expostas a essa área de negócios, viram suas receitas líquidas crescerem na base anual, mas os ganhos e as operações foram fortemente atingidos pela curva ascendente da sinistralidade.

Já hospitais e laboratórios de diagnóstico médico surfaram com a volta dos procedimentos eletivos, engordando receitas e lucros. Destaque também para o forte ritmo de consolidação do setor, que continuou pelo terceiro trimestre, beneficiando resultados de empresas que foram às compras, como a Rede D’Or.

Texto: Gustavo Boldrini
Colaboração: Maria Luiza Dourado, Artur Horta, Iolanda Nascimento e Luciano Costa
Edição: Renato Carvalho
Arte: Vinícius Martins / Mover

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