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SP500

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DJIA

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NASDAQ

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+0,84%

IFIX

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BRENT

US$ 84,44

-2,27%

IO62

¥ 683,50

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TRAD3

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Atualizado há 11 meses

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São Paulo, 27 de novembro – Após três meses sangrando, as ações dos quatro maiores bancos brasileiros podem ter, em novembro, seu melhor desempenho mensal desde o afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, em março de 2016. Mas, tanta euforia deverá ser testada cedo no ano que vem, com a retomada econômica, a incerteza com a taxa de juros e a sombra da inadimplência na pauta do setor, disseram gestores e analistas.

Parte da disparada nos preços dos papéis do Itaú, código ITUB4, Banco do Brasil, código BBAS3, Bradesco, código BBDC4, e Santander Brasil, código SANB11, tem a ver com a rotação nas carteiras dos investidores, que estão saindo de setores de crescimento e defensivos para cíclicos, como os bancos, disseram contribuidores do TC. 

O fenômeno, por sua vez, depende em grande parte das perspectivas para a taxa de juros, que o mercado acha que deve subir no ano que vem, o que favoreceria a receita com empréstimos dos bancos. 

Bancos fizeram provisões para proteger papéis na pandemia

A eclosão da pandemia do coronavírus, que paralisou a atividade, forçou renegociações e elevou a inadimplência, deprimiu as ações de bancos locais – cujos papéis registraram a pior queda trimestral da história entre janeiro e março.

Mas, diferentemente de muitos setores, os bancos rapidamente fizeram provisões para proteger seus balanços de uma enxurrada de crédito podre e de pressão maior por reestruturações ou baixas na carteira de crédito. 

“Quando começou a pandemia os bancos fizeram provisões bilionárias por conta do medo. Agora parece que as provisões estão normalizadas ou até melhores com notícias de vacinas. Contudo, esse ajuste é pontual”, disse Pedro Galdi, analista da Mirae Asset Corretora.

Expectativa de recuperação do índice-referência

Neste mês, os quatro papéis sobem 26% na média. E mesmo as ações dos quatro bancos subindo em outubro em detrimento ao Ibovespa, que registrou queda de 0,69% no mês, o Índice Financeiro IFNC da B3 fechou esse mês em terreno negativo uma vez que as demais ações do setor não acompanharam o desempenho dos grandes bancos. Carlos Daltozo, co-chefe de pesquisa em ações da Eleven Financial, ressalta que o setor continua sendo um dos mais atrasados na recuperação, com perda média de 17% no ano.

Passadas as eleições presidencial americana e municipal no Brasil, assim como a proximidade de uma vacina e uma reabertura mais acelerada das economias ao redor do mundo, seria lógico que as grandes instituições financeiras diminuíssem o ritmo de provisionamento, acelerassem as concessões de crédito e adequassem seus custos e despesas a um novo normal no pós-pandemia, justificando uma elevação adicional das ações, disse o analista-chefe do TC Matrix, Hugo Queiroz. 

A força da subida dos papéis do setor, contudo, deve determinar se o índice-referência da bolsa brasileira se recupera do seu primeiro tombo anual desde 2015. Segundo Galdi, o Ibovespa pode chegar aos 115 mil pontos, quase estável na comparação com 2019, com bancos liderando essa recuperação.

Riscos para o desempenho dos bancos

Mas há riscos, e não são poucos, disseram. Como os bancos se viram obrigados a empurrar a dívida dos clientes para frente, a inadimplência pode estourar no primeiro trimestre se a economia não mostrar uma recuperação maciça, disseram analistas como Marcelo Telles, do Credit Suisse.

A concorrência acirrada na receita por serviços com fintechs e empresas não bancárias podem também impactar o desempenho futuro das ações, disse Telles. Daltozo, da Eleven, afirma que os resultados dos bancos ainda precisam mostrar o impacto das flexibilizações nos pagamentos dos créditos. “

Um novo ciclo de deterioração de carteira deverá se iniciar e, apesar de acreditarmos que será menos intenso do que ciclos anteriores, ainda é preciso cautela. Portanto, no relativo, preferimos os bancos mais provisionados, liderados pelo Bradesco, com maior índice de cobertura, seguido por Itaú”. 

Desempenho das ações dos bancos

ITAÚ - BANCOS - AÇÃO

As ações do Itaú, código ITUB4, subiram 1,15%, a R$29,07, enquanto as do Banco do Brasil, código BBAS3, caíram 0,52%, a R$34,60. Os papéis do Bradesco, código BBDC4, caíram 0,48%, a R$24,72. E as ações do Santander Brasil, código SANB11, ficaram estáveis, a R$40,35 Para acompanhar o desempenho das ações dos bancos e de outras instituições, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Leandro Tavares
Edição: Guillermo Parra-Bernal e Letícia Matsuura
Imagem: Vinícius Martins/TC

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