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tcuser

Atualizado há quase 3 anos

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As ações do Bradesco atingiram máxima histórica nesta quinta-feira, refletindo aval do mercado após divulgação de resultados do quarto trimestre acima do consenso e cenário de crescimento agressivo nos volumes de crédito na esteira de juros baixos e retomada da economia.

 

O papel PN, o mais negociado do Bradesco, chegou a subir mais de 4,5% na abertura do pregão na B3 e operava em alta de 3,7% a R$44,44 às 11h30. A projeção para o volume de negociação do papel apontava para máxima histórica, perto dos R$1,6 bilhão, mas, para o contribuidor TC Israel Massa, essa previsão será difícil de se efetivar.

 

Mais cedo, o segundo maior banco privado reportou seu maior índice de rentabilidade em quase três anos no quarto trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido médio foi de 19,7% no trimestre, acima do consenso de 19,4%. A evolução do lucro líquido recorrente, que subiu 6,6% no trimestre para R$5,830 bilhões, refletiu a alta na margem financeira, as receitas com serviços e seguros e a estabilização das despesas com empréstimos de qualidade duvidosa.

 

O consenso esperava R$5,5 bilhões para o indicador. A margem financeira cresceu 6,6% a R$16,781 bilhões, enquanto a taxa de inadimplência caiu 0,1 ponto percentual para 3,5% da carteira total. A carteira de crédito expandida foi R$531,6 bilhões, alta de 1,8% na base sequencial.

 

O banco espera crescimento da carteira expandida de 9% a 13% no ano; no ano passado, o indicador aumentou 7,8%. A margem financeira, que englobam as receitas com crédito e tesouraria, deve avançar de 4% a 8%, enquanto as de prestação de serviços podem crescer de 3% a 7% – uma meta baixa, considerando as dos anos anteriores. Bradesco espera manter um crescimento das despesas operacionais de até 4% para esse ano, enquanto as despesas de provisão devem oscilar entre R$11,5 bilhões e R$14,5 bilhões. No ano passado, elas atingiram R$14,53 bilhões.

 

Em teleconferência com jornalistas, o diretor-presidente do Bradesco, Otcavio de Lazari, disse que o aumento forte na carteira expandida busca amortecer o cenário de juros mais baixos – pressionados pela maior concorrência e a esperada manutenção da taxa básica de juros Selic no menor patamar da história, 6,5% ao ano, pela maior parte de 2019. Ele vê oportunidades de aquisições nos processos de privatizações do governo federal e espera que o Congresso aprove a reforma da Previdência – um catalisador de mais força na economia.

 

“As novas projeções estão alinhadas com a maioria de nossas estimativas para o ano, mas vemos margem para revisões para cima do consenso,” diz o analista André Martins, da XP Investimentos. Em geral, analistas do UBS, BTG Pactual e Itaú BBA consideraram os resultados promissores.

 

O investidor gostou do guidance, que aparece agressivo na concessão de novos créditos, mas pouco ambicioso em termos da receita por serviços, da redução nas provisões e do crescimento da margem financeira. O Bradesco vê 2019 como um ano com mais demanda por empréstimos e um crescimento mais tímido na receita de serviços financeiros. Já em relação às provisões, é possível dizer que o próprio aumento esperado da carteira impede que o banco afrouxe o capital que deixa disponível para cobrir eventuais perdas por inadimplência.

 

(Foto: Bradesco/Divulgação)

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