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Ações recomendadas: commodities são ‘refúgio’ em cenário incerto em janeiro

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Ações recomendadas: commodities são ‘refúgio’ em cenário incerto em janeiro

Com expectativa de recuperação dos preços do minério de ferro, as ações da Vale e da Gerdau lideram as carteiras recomendadas

Ações recomendadas: commodities são ‘refúgio’ em cenário incerto em janeiro
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Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 3 de janeiro –  As ações de empresas produtoras de commodities podem ser um “refúgio” para o investidor em janeiro, apontam carteiras recomendadas por corretoras e bancos de investimento compiladas pela Mover para o primeiro mês de 2022, ano que deve ser marcado por condições macroeconômicas deterioradas e incertezas rondando os mercados globais.

O papel ordinário da Vale (VALE3) voltou a liderar as menções, figurando em 10 das 16 carteiras, na expectativa pela continuidade da recuperação dos preços do minério de ferro na China e otimismo pelos investimentos em infraestrutura no mundo desenvolvido.

“A retomada das economias globais resultará em um novo superciclo de commodities, especialmente no minério de ferro, principalmente em países como a China. Além da citada retomada, vemos no horizonte estímulos vindo para reformas de infraestrutura nas economias desenvolvidas, o que vai aumentar a demanda por minério no futuro”, diz a Órama em seu relatório mensal.Carteiras recomendadas de janeiro
Arte: Vinícius Martins / Mover

Seguindo o mesmo otimismo, a ação preferencial da Gerdau (GGBR4) foi a segunda mais citada, em nove carteiras de ações recomendadas para janeiro. O BTG Pactual, que manteve o papel em sua lista 10SIM, vê a companhia com potencial de crescer surfando na “força estrutural do mercado imobiliário no Brasil”, com o aço longo se tornando uma história de crescimento de vários anos.

“Em nossa visão, os preços internacionais do aço devem seguir sustentados no curto/médio prazo, beneficiando diretamente a Gerdau”, diz o BTG, que ainda cita a aprovação do pacote de infraestrutura nos Estados Unidos como fator importante para a operação americana da empresa.

Outras commodities

A Suzano (SUZB3) tem sua ação ordinária como a terceira mais citada, com seis menções, devido à “elevada demanda mundial por seus produtos” e a perspectiva de alta nos preços do papel e celulose pelo crescimento da demanda por embalagens, avalia a Toro Investimentos.

O setor de petróleo também é destaque, com cinco menções para o papel preferencial da Petrobras (PETR4), com os “bons resultados em meio à retomada dos preços do petróleo e o dólar em patamares mais elevados”, além de melhoras significativas no quadro de governança da estatal que reduzem os riscos de intervenções na política de preços, avalia a Guide Investimentos.

A ação ordinária da PetroRio (PRIO3) figura em quatro carteiras de ações recomendadas em janeiro. Além do preço da commodity, fatores próprios contam a favor do potencial de valorização da empresa, como a dívida líquida negativa e a capacidade de investir em mais ativos vendidos pela Petrobras ao longo dos próximos meses, destaca a Ativa Investimentos.

As carteiras também sugerem exposição às commodities agrícolas, com cinco menções à JBS (JBSS3) e quatro à SLC Agrícola (SLCE3), que “reportou nos primeiros nove meses de 2021 um resultado consistente explicado pelo aumento nos preços” e com “perspectivas de margens maiores em relação à safra anterior”, diz a Planner Corretora.

Ações recomendadas do setor bancário

No setor bancário, o papel preferencial do Itaú Unibanco (ITUB4) segue como o preferido dos analistas, com seis menções, em linha com os resultados positivos nos últimos trimestres e outros fatores macroeconômicos.

“A temporada de resultados decentes combinada com um cenário mais difícil de taxas de juros/inflação mais altas, no qual os grandes bancos costumam navegar bem, e discussões sobre assimetria regulatória, o que poderia prejudicar fintechs e novos entrantes, são fatores que melhoram o momentum para as ações de bancos incumbentes”, avalia o BTG Pactual.

O Ibovespa terminou 2021 em queda de 11,91%, na primeira queda anual após cinco anos consecutivos de ganhos. O índice de materiais básicos, IMAT, foi um dos únicos a finalizarem o ano no terreno positivo, com alta de 13%, ao lado do índice industrial, INDX, com alta de 4%.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Renato Carvalho
Imagem: Vinícius Martins / Mover

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VALE3

VALE S.A.

77,89

1,91

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GGBR4

GERDAU S.A.

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-0,09%

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PETROLEO BRASILEIRO S.A. ...

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+0,98%

PRIO3

PETRO RIO S.A.

27,07

-0,51

-2,02%

JBSS3

JBS S.A.

37,00

-0,16

-0,45%

SLCE3

SLC AGRICOLA S.A.

51,85

0,06

+0,11%

ITUB4

ITAU UNIBANCO HOLDING S.A...

24,81

-0,09

-0,36%

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