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Atualizado há 15 dias

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São Paulo, 20 de novembro– O Carrefour Brasil adotou uma série de medidas sociais no último ano, após um  homem negro ser morto por dois seguranças brancos em uma unidade do rede de hipermercados em Porto Alegre, Rio Grande do Sul.

O trágico caso ocorreu na véspera do Dia da Consciência Negra, comemorado em 20 de novembro, e resultou em protestos Brasil adentro. Além disso, a varejista viu seus papéis saírem de carteiras ligadas ao ESG.

Com a pressão de clientes e patrocinadores, o Carrefour Brasil criou programas de inclusão social, um plano para combater o racismo, políticas contra discriminação, além de uma iniciativa sobre liderança negra.

Entenda o caso João Alberto

Na véspera do Dia da Consciência Negra do ano passado, um homem negro morreu no estacionamento do Carrefour Passo D’Areia, localizado na Zona Norte da capital gaúcha.

A vítima era João Alberto Silveira Freitas, de 40 anos. Ele foi espancado por dois seguranças brancos terceirizados da varejista, após ser colocado para fora da loja e bater em um dos dois homens. A confusão ocorreu devido a uma discussão com uma funcionária que atuava no caixa da filial da rede de hipermercados.

A investigação indicou que a morte, anunciada no Dia da Consciência Negra, foi por asfixia, e a situação gerou uma onda de protestos antirracistas pelo país, na frente de lojas do Carrefour em várias capitais, como Rio de Janeiro, Brasília e Porto Alegre. Em São Paulo, a unidade da Rua Pamplona, nos Jardins, foi depredada e teve vidros quebrados, além de produtos derrubados no chão e incendiados.

A rede de supermercados também sofreu pressão dos patrocinadores, que tiveram uma reação forte ao caso. A Iniciativa Empresarial pela Igualdade Racial, da qual participam companhias como Ambev, Grupo Pão de Açúcar , Coca-Cola e Petrobras, desligou a empresa da lista de parceiros.

Além disso, a Ambev, maior fabricante de cerveja do país e parceira da varejista, ainda cobrou medidas imediatas e efetivas sobre o crime, além de declarar que não tolera atos de racismo ou violência.

Não foi a primeira vez que o Carrefour foi palco de casos de violência. Há dois anos, em uma unidade de Osasco, um cachorro foi morto a pauladas por um segurança. Além disso, no ano seguinte, um funcionário de uma loja da rede em Recife que morreu devido a um mal súbito teve seu corpo escondido com guarda-sóis para que a unidade não fosse fechada.

Carrefour Brasil fora de carteiras ESG

Em decorrência do crime, o Carrefour Brasil foi retirado de algumas carteiras com foco em ESG, sigla em inglês para agenda ambiental, social e de governança.O que é ESG?

O indicador S&P/B3 Brazil ESG criado pela B3, bolsa brasileira, em conjunto com a S&P Dow Jones para acompanhar essas práticas das empresas brasileiras retirou a ação ordinária da varejista de sua lista. Outro exemplo foi a carteira ESG da Necton, que substituiu o papel do Carrefour Brasil pelo da concorrente Grupo Pão de Açúcar.

A operadora de renda variável da B.Side Investimentos, escritório plugado ao BTG Pactual, Viviane Vieira explicou que além de a empresa perder valor, “isso causa um problema de imagem que não tem como ser metrificado”.

Qual é a importância do ESG?

Vieira destacou que o ESG está ganhando força no mercado financeiro. “Cada vez mais tem pessoas que querem investir em empresas que são mais conscientes, que ajudam o ambiente e tem uma governança forte, embora eu ainda observe muitas companhias que pecam em relação ao social e governança. Isso aos poucos vai pesando mais em termos de valor para as corporações”, apontou.Investimentos levando em conta o ESG

Ainda segundo ela, as empresas estão prezando ter dentro dos conselhos pessoas mais ligadas ao ESG para melhorar as práticas, acreditando que isso, no futuro, poderá ser um ponto de decisão para os investidores e para aumentar a captação de recursos.

Diante da tragédia ocorrida no Carrefour Brasil, Vieira defende que as práticas ESG sejam fortalecidas pelas corporações brasileiras. “Um dos pontos essenciais é você ter um time acolhedor, que não seja formado majoritariamente por homens, nem por brancos, onde você tenha uma aceitação e não tenha preconceito. E não é isso que a gente tem como imagem do Carrefour devido aos acontecimentos do ano passado, então eles realmente tiveram que fazer pautas para mudar”, afirmou.

Na visão da operadora da B.Side, a rede de hipermercados deve ficar atenta também ao desperdício de alimentos.  “Como eles mexem com alimentos e o Brasil é um país que tem muita fome, acho que eles devem fazer políticas para evitar o desperdício, para melhorar essa questão social deles. O conselho discute bastante esse assunto, eles inclusive entraram no pacto global da ONU para tentar melhorar a imagem deles como ESG”, disse.

Tendências para ESG no mercado

A especialista frisou a importância do marketing nas iniciativas ligadas ao ESG, citando a Magazine Luiza. “Não são vistas tantas notícias sobre práticas ESG em relação ao Carrefour. Falta investimento da parte de marketing para defenderem e transmitirem mais isso para as pessoas”, analisou.

Para Vieira, a expectativa para que essa agenda seja decisiva no mercado financeiro está ligada ao público mais jovem, que está ganhando dinheiro e vai investir daqui um tempo. “Já os investidores mais velhos compraram ações da Vale, da Petrobras, que prejudicaram o meio ambiente, mas o foco deles era apenas lucrar no mercado financeiro”, opinou.

Assim, com essa demanda, para o ESG se consolidar nas empresas brasileiras e deixar de ser um diferencial, a especialista da B.Side chamou a atenção para a composição dos conselhos das companhias: “falta prioridade de ter indivíduos influentes nas corporações que apoiem essas iniciativas e que tenham ideias nesse sentido, para levar para dentro da companhia”.

Medidas adotadas após a tragédia

Uma das primeiras medidas da companhia após a tragédia foi romper o contrato com a empresa responsável pela segurança dos mercados. Além disso, em junho deste ano, o Carrefour Brasil assinou um Termo de Ajustamento de Conduta, o TAC, com órgãos públicos como o Ministério Público e a Defensoria Pública, ambos do Rio Grande do Sul, além das entidades Educafro e Centro Santos Dias.

A partir disso, a rede de hipermercados terminou no último mês de setembro a implementação do novo sistema de segurança, com novas regras, que incluem o fim da terceirização, treinamento contínuo dos profissionais chamados de agentes de prevenção, e instalação de câmeras nos uniformes.

A Associação Brasileira de Prevenção de Perdas, ABRAPPE, anunciou na última terça-feira, 16, a formação de um comitê para mudar o modelo de segurança no varejo, com reuniões mensais, formado por várias empresas e liderado agora pelo Carrefour Brasil.  A varejista deverá incentivar o debate sobre novas formas de segurança para o setor.

Combate ao racismo

O Carrefour Brasil implementou um plano antirracista, com protocolos de segurança, prevenção e fortalecimento do canal de denúncias. Além disso, inseriu uma política de diversidade para contratar profissionais, com o objetivo de empregar 30 mil pessoas negras em três anos. Também criou o Programa de Estágio Afirmativo, com o apoio da Central Única das Favelas, CUFA.

Já o Talentos do Futuro 2021: Liderança Negra é um plano de aceleração de carreira com duração de 18 meses e com um módulo internacional. De acordo com o portal direcionado às iniciativas da varejista denominado Não Vamos Esquecer, atualmente, cerca de 64% dos indivíduos do quadro de funcionários se declaram negros ou pardos.

A companhia se comprometeu em investir R$115 milhões em programas que promovam a igualdade racial, reparação e o combate à discriminação. Dessa forma, estão em andamento o fornecimento de bolsas de estudo e qualificação profissional para pessoas negras, a política de tolerância zero contra violência e racismo, treinamento contínuo de profissionais sobre letramento racial, a inclusão de empreendedores negros como fornecedores da empresa em pareceria com a Afrobusiness e o apoio a instituições que trabalham com empreendedorismo negro.

Também são organizados eventos online para discutir sobre o combate ao racismo e a promoção de equidade.

Indenização à família de João Alberto

O Carrefour Brasil não vai contratar empresas que tenham policiais entre seus funcionários, e a atualização do código de conduta da varejista. Ainda, foram feitos nove acordos de indenização com a família de João Alberto.

Além disso, a empresa foi designada a pagar R$3,5 milhões de honorários para advogados de movimentos sociais que participaram das negociações do termo visando que fosse feito um plano que atendesse as demandas para de fato incluir a população negra, trazendo igualdade e impacto social.

O professor de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, PUC-SP, Claudemir Galvani ressaltou que a continuação do investimento em diversidade para amenizar a situação ocorrida, ajuda na imagem da corporação em relação ao mercado.

“Isso você vê quando aparecem artistas negros na publicidade, essas iniciativas ajudam não só a imagem do Carrefour mas também a de outras empresas. E como a companhia é um dos maiores players do mundo no ramo de supermercados, suas ações são muito observadas tendo em vista que a imagem é fundamental no varejo”, disse.

O futuro do setor de hipermercados e do varejo

Existem duas tendências principais para o futuro dos hipermercados e do varejo em geral, segundo o professor.

Para o professor, há um movimento de substituição dos hipermercados pelos atacarejos. Ele chama a atenção também para o comércio eletrônico. “O Pão de Açúcar, por exemplo, já tem uma porcentagem crescente do seu faturamento no meio digital, e com a pandemia isso se desenvolveu mais ainda. Já o Carrefour, investe pouco nesse setor. Entretanto, a varejista dentro do mercado continua a ser a líder, competindo com o Pão de Açúcar”, explicou.

De acordo com Galvani, apesar de as pautas sociais e sustentáveis estarem conquistando mais espaço aos poucos, os preços ainda são relevantes, sobretudo nas periferias. “O tipo de problema que aconteceu com o Carrefour tem menos reflexo na periferia desde que ele venda com valor menor. Ou seja, essa postura ainda é muito cultural, e cada vez mais ela é introduzida por causa da juventude que está sendo criada com essa mentalidade”.

Impacto do caso nas ações do Carrefour Brasil

Quanto ao mercado financeiro, no dia seguinte à morte de João Alberto, as ações do Carrefour Brasil (CRFB3) fecharam em alta de 0,49%. Conforme Galvani, o movimento se deu pela velocidade da varejista em assumir a tragédia, se desculpar e propor mudanças.

Ele também cita a preocupação com a rentabilidade dos papéis da companhia. “Quem compra as ações não é o consumidor do supermercado. São mercados diferentes. O público dos hipermercados é menos sensível a esse tipo de problema, disse ao citar que os investidores privados se sensibilizam menos com práticas ESG.

Entretanto, nos dois pregões seguintes, as ações acumularam perdas de mais de 6%. A próxima alta do papel ocorreu apenas em 26 de novembro. O aumento foi de 2,2%, com preço de R$19,47.

Após implementar as medidas sociais e recuperar o desempenho de seu papel, o Carrefour Brasil, visando alcançar todas as regiões do país, a rede de supermercados comprou em dinheiro e ações o Grupo Big, terceira maior varejista de alimentos do país, por R$7,5 bilhões, em março deste ano.

Desempenho das ações do Carrefour Brasil

A ação ordinária do Carrefour Brasil (CRFB3) fechou a sessão de sexta-feira, 19, em alta de 0,94%, cotada a R$16,15. No entanto, nos últimos 12 meses, o papel acumula perdas de 15%. Ação do Carrefour- CRFB3

Para acompanhar o desempenho das ações da varejista e de outras empresas listadas na bolsa brasileira, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Beatriz Lauerti
Edição: Letícia Matsuura
Arte: Vinícius Martins/ Mover

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