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Dia da Natureza: pressionadas por investidores, empresas adotam agenda ESG

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Dia da Natureza: pressionadas por investidores, empresas adotam agenda ESG

No Dia da Natureza, entenda como o compromisso com políticas ambiental, social e de governança tornou-se fator importante para as empresas

Dia da Natureza: pressionadas por investidores, empresas adotam agenda ESG
fernanda-almeida

Atualizado há 7 meses

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São Paulo, 4 de outubro – O compromisso com as agendas ambiental, social e de governança tornou-se fator importante no mundo dos investimentos. Empresas com selo ESG não apenas melhoram suas imagens, mas também podem encher seus bolsos. Aproveitando que hoje é o Dia da Natureza, que tal conhecer um pouco mais sobre esse modelo de negócios?

A sigla dominante no mercado vem do inglês Environmental, Social and Governance. Em 2021, as buscas por esse termo no Google aumentaram quatro vezes em relação à média de 2020 e 13 vezes em relação à do ano anterior, de acordo com a ferramenta de tendências Google Trends.

As empresas são cobradas pela sociedade a ir além das tradicionais métricas econômico-financeiras e a demonstrar preocupação com essas questões.

Investidores pressionam por agenda ESG

Em 2020, o diretor-executivo da gestora BlackRock, Larry Fink, registrou em sua carta anual que empresas sem compromisso com a sustentabilidade estariam fadadas a ficar sem capital.

Ele estava certo. Segundo relatório da consultoria PwC, 77% dos investidores europeus, por exemplo, devem parar de consumir produtos sem agenda ESG nos próximos dois anos.

Se a falta de práticas ESG afasta investidores, o contrário também se mostra verdadeiro: a sigla atrai capital. De acordo com a Bloomberg, fundos com estratégia ambiental, social e de governança aumentaram seus ativos em 32% no último ano.

No Brasil, a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais, Anbima, mostra que, em 2020, cerca de R$700 milhões foram investidos em fundos ESG – número quase três vezes superior ao do ano anterior.

Quem define o que é ou não ESG?

Para conseguir o “selo” ESG, as empresas precisam demonstrar boas práticas nos três pilares contidos na sigla.

Em primeiro lugar, é necessário tomar iniciativas com foco em sustentabilidade e impacto positivo no meio ambiente. As companhias também devem ter políticas sociais e de diversidade, voltadas tanto para dentro de seus limites quanto para a sociedade em geral. Além disso, elas precisam ter processos administrativos independentes e combater casos de corrupção, preconceito e assédio.

Não existe um órgão oficial que ateste a competência das empresas nesse sentido, mas indicadores de bolsa, como o Índice de Sustentabilidade Empresarial, ISE, da bolsa brasileira B3, medem o desempenho de ativos de empresas comprometidas com práticas ESG.

Boas práticas?

No Brasil, muitas companhias têm se mostrado engajadas nas agendas ambiental, social e de governança. Um exemplo é a Renner (LREN3), que pretende trabalhar apenas com fornecedores com certificação socioambiental até o fim deste ano. Além disso, a empresa foi reconhecida como um dos dez negócios da Bolsa com mais mulheres no conselho de administração.

Também utilizando o ESG como estratégia, a ação Todos pela Saúde, liderada pela diretora executiva das áreas Jurídico e Ouvidoria do Itaú, Leila Melo, arrecadou R$1,5 bilhão destinados a combater a Covid-19.

A Azul (AZUL4) também se aproximou dessa agenda quando fechou parceria de US$1 bilhão com a startup alemã Lilium para a compra de 220 eVTOL – aeronaves elétricas com decolagem vertical.

No entanto, entendendo os benefícios de se colocar no mercado como uma companhia ESG, não é surpreendente que muitas empresas estejam praticando “greenwashing”. O termo se refere à apropriação de discursos “eco-friendly” apenas com objetivos de marketing – e que podem ser contraditórios com a atuação da empresa.

Veja mais sobre a agenda ESG no podcast Value Tips, da TC Rádio, logo abaixo!

Texto: Fernanda de Almeida
Edição: Stéfanie Rigamonti
Arte: Vinícius Martins / Mover


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