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Atualizado há 6 dias

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São Paulo, 25 de novembro –  Uma verdadeira “tempestade perfeita” atinge o setor de adquirência e pagamento, com perspectiva de mudanças inevitáveis no segmento, incluindo o fim das maquininhas e de cartões físicos, apontando para um futuro desconhecido e até “sombrio” para as companhias do segmento, como Cielo, Stone, PagSeguro e Getnet, apontam analistas ouvidos pela Mover.

Atualmente, os números ainda são bastante favoráveis às empresas do setor. Dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços apontam que os pagamentos com cartões de crédito no Brasil cresceram 42,2% entre julho e setembro na comparação com igual período do ano passado, atingindo R$420,1 bilhões.

Mas esse maior volume de transações não é suficiente para revelar o panorama completo para as companhias, apontam os analistas: há nuvens carregadas e escuras no horizonte.

Desde janeiro, os papéis de Stone e Pagseguro, negociados em Nova York, caem respectivamente 80% e 50%. No Brasil, o papel ordinário da Cielo (CIEL3) acumula perdas de 44%, e a Unit da Getnet (GETT11) cai 40% desde a cisão do Santander Brasil, em outubro.

Tempestade

Para Renoir Vieira, gestor de portfólio da Aurora Capital, sócio da B.Side Investimentos e contribuidor do TC, os fatores conjunturais macroeconômicos, como os juros em trajetória de alta, são bem menos relevantes para o mercado ao avaliar as empresas de pagamento.

“A questão dos juros é conjuntural, e eles vão cair eventualmente. O maior problema para quem está olhando para essas empresas é o estrutural. É um negócio que está para morrer. Vai ser difícil alguém que vá querer comprar esse negócio, sendo que todo mundo entendeu que esse não é o futuro, mas o passado”, diz Vieira, ressaltando a forte concorrência e o surgimento de outras inovações, como as carteiras digitais, reduzindo o poder de fogo dos meios de pagamento.

“Na prática, você não precisa de um cartão físico para fazer uma compra. É algo que está para morrer e que mais atrapalha do que ajuda muitas vezes, haja visto os problemas de segurança que ele traz”, completa.

“Tanto o mercado de adquirência como o de fintechs parecem estar saturados. Existe muita concorrência e baixo nível de diferenciação entre empresas, que causa guerra de preços. Nisso, várias vão acabar morrendo”, avalia Anderson Meneses, sócio-fundador da Alkin Research, casa de análise fundamentalista independente.

Rodrigo Crespi, analista da Guide Investimentos, também cita o Pix como um grande vilão para a tese dessas companhias.

“A elevação dos juros afeta o custo de capital pela ligação com a tecnologia, mas existe também uma maior dificuldade dessas empresas em gerarem novas receitas, uma vez que o Pix levou a uma redução no uso das maquininhas para compras em débito”, diz.

Cenário macro

No cenário macroeconômico, a alta dos juros segue como principal fator de risco, ao menos no médio prazo, uma vez que aumenta os custos de captação de recursos por parte das adquirentes.

O perfil de crescimento e dependência da tecnologia dessas empresas de pagamenrto as fazem sofrer com os altos juros na hora de captar recursos para financiar os investimentos necessários.

Além disso, o crescimento das vendas no crédito significa um maior volume de antecipação de recebíveis por parte dos comerciantes, elevando a necessidade de capital por parte das adquirentes.

E o custo de captação dos recursos necessários fica mais caro em um cenário de aumento de juros. No caso da Stone, as despesas financeiras quase quadruplicaram no terceiro trimestre em relação a igual período do ano passado, levando os papéis negociados em Nova York a uma queda de mais de 30% no dia seguinte à divulgação do resultado.

Futuro ou passado?

A Abecs espera que o volume de pagamentos com cartão no Brasil ultrapasse pela primeira vez a marca dos R$3 trilhões, atingindo fatia de 60% no consumo das famílias, impulsionado pela “recuperação gradual da economia, principalmente do setor de serviços”.

“A Abecs não interfere no modelo de negócios de seus associados, mas temos notado que as empresas do setor estão em constante transformação com foco na jornada do cliente e nos novos mercados”, disse a entidade em nota enviada à Mover.

Segundo Meneses, da Alkin Research, o caminho para a sobrevivência das adquirentes em um mercado tão competitivo será a busca por diferenciação e a reinvenção de seus modelos de negócio.

“Essas empresas precisam se reinventar, talvez buscar outros braços de atuação, que possam complementar e sejam menos suscetíveis a problemas operacionais. Esse é o caminho que as empresas não mostraram ainda e precisam disso para ontem”, aponta.

Desafios

Até agora, o mercado não parece ter comprado a ideia de que há perspectivas positivas para as empresas de pagamento.

Em relatório divulgado nesta semana, o Bradesco BBI rebaixou os papéis de Stone para underperform, equivalente à venda, e os da PagSeguro para neutro, citando um “cenário desafiador” para 2022.

“O mercado ainda deve incorporar esse cenário, e o fraco momento operacional das empresas deve pesar no desempenho das ações”, aponta a equipe de análise chefiada por Otavio Tanganelli.

Para a Cielo, o banco manteve recomendação neutra e citou uma melhora operacional em seu negócio de adquirência, mas ressaltou a desconfiança do mercado em relação à rentabilidade do negócio no futuro.

No caso da Getnet, o Bradesco BBI iniciou a cobertura com recomendação neutra, citando que o momento atual do mercado pode ser favorável, mas o futuro traz desafios para ganhar mais espaço em um meio de alta concorrência.

Texto: Gustavo Boldrini

Edição: Gustavo Bonato e Renato Carvalho

Imagem: Vinicius Martins / Mover

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