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IFIX

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BRENT

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Atualizado há 5 meses

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São Paulo, 21 de abril – Voo de galinha? Dessa vez, o investidor espera que não. A ação ordinária da BRF acumula a maior alta semanal em seis meses, com rumores de uma possível fusão da companhia com a Marfrig. Segundo traders, os papéis da maior exportadora de carne de frango do mundo ainda foram beneficiados por dinâmicas favoráveis nos preços das commodities agropecuárias e um movimento de resistência contra patamares recordes de apostas na queda da ação.


Duas fontes reportaram movimentos que possibilitam fusão da BRF e Marfrig

A novela da “Vaca e o Frango”, como foi apelidado o possível negócio em referência ao desenho dos anos 2000, não é de hoje. Em 2019 uma fusão entre a BRF e o segundo maior frigorífico do planeta esteve perto de acontecer. Na época, a participação majoritária da Marfrig na National Beef, que dava aos demais acionistas da companhia direito de saída em caso de alguma fusão, problemas de governança e o peso mais forte da BRF na configuração societária da nova empresa foram tidos como os entraves do negócio.

Mas, onde houve fogo sempre sobram cinzas. De acordo com o relato de duas fontes à Mover, há movimentos que indicam a provável saída de fundos institucionais do capital da BRF – o que facilitaria uma combinação com a Marfrig. Um banco de investimentos estrangeiro teria sido contratado para encontrar um comprador para essas participações, que teriam sido oferecidas à Marfrig e a rival Minerva, disse uma das fontes. Tanto BRF quanto Marfrig e Minerva negaram as informações.


Rumores sobre fusão agitaram o mercado

O mercado se agitou em torno dos rumores, sinalizando como combinações antes vistas como pouco prováveis ganham chances de se concretizar na esteira de alta nas commodities, retomada global e crescentes gargalos logísticos. As ações de Marfrig e BRF subiram mais de 4% ontem e a BRF ainda disparou mais 5,18% hoje. Os volumes desta semana superaram as médias diárias, com 20 negócios diretos movimentando R$115 milhões entre ontem e hoje. No caso da BRF, inclusive, foram dois dias seguidos completando os maiores volumes financeiros em seis meses.

Outro dado que chama atenção na semana é o volume de aluguel nos papéis da BRF, que disparou de R$1,04 bilhão para R$1,84 bilhão, representando recorde histórico de 10,7% dos papéis disponíveis para aluguel, de acordo com o TC Matrix.

“O volume de apostas na queda do papel pode se refletir em um movimento de alta ainda mais acelerado nos preços, já que os vendidos podem ter de recomprar o papel” disse Moises Beida, trader profissional e contribuidor do TC, em referência ao fato de que a medida que os preços avançam, sobem também os prejuízos dos investidores que apostaram contra a ação.


Movimento de alta sugere compras de investidores estrangeiros e institucionais

Estudos de fluxo realizados pela TC Mover mostram que o movimento de alta iniciou de forma mais vigorosa a partir do começo da tarde da última terça-feira, 18. Ele é sustentado no fluxo comprador das corretoras JPMorgan e Bank of America Merrill Lynch, o que sugere compras de investidores estrangeiros e institucionais.

Na teleconferência de resultados do primeiro trimestre, Lorival Luz, diretor-presidente da BRF, alertou para a pressão de margens que a empresa sofre com a recente escalada nos preços dos grãos, especialmente do milho, que chegou a atingir ganho anual de 27% em abril. A cotação do milho na B3 recua 4,98% no mês, dando fôlego para as margens das companhias de proteínas. O preço da carne de frango em São Paulo avança 7% no mês, segundo a Trading Economics.


Analistas divergem sobre chances de fusão entre Marfrig e BRF ocorrer

No entanto, há quem ache que as cadeias aviária e bovina são pouco complementares. “Com a correção nos preços do milho, é natural que a BRF retome os patamares de preços aos que encerrou o trimestre anterior”, disse Moises Beida. A ação (BRFS3) recua 8,17% desde o final de março. Beida não acredita que a fusão deva acontecer.

Outros, como Hugo Queiroz, analista-chefe do TC Matrix, veem boas chances dela ocorrer. Se dois anos atrás os acionistas da Marfrig apenas ficariam com 15% da nova empresa, desta vez poderiam ficar com quase 45%. A rapidez da geração de caixa e da desalavancagem deixam mais recursos para a Marfrig crescer, especialmente em alimentos processados. Há sinergias entre ambas, e uma relevância geográfica que a operação americana do frigorífico poderia trazer para a exportadora de frango, disse Queiroz.


Desempenho das ações da BRF (BRFS3)

Perto das 14h40, o papel da BRF (BRFS3) subia 10,62%, cotado a R$25,62. Ontem, ele emplacou o terceiro dia consecutivo de ganho, fechando na máxima da sessão, a R$23,16. Já a ação da Marfrig (MRFG3) valorizava 0,05%, a R$19,05. No mesmo horário, o Ibovespa operava em queda de 0,53%, aos 122,0 mil pontos.


Desempenho das ações da BRF


Para acompanhar o desempenho das ações da BRF, Marfrig e de outras empresas, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Felipe Corleta
Edição: Guillermo Parra-Bernal, Letícia Matsuura e João Pedro Malar
Arte: Carlos Matos / TC Mover


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