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maria-luiza

Atualizado há 11 dias

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São Paulo, 11 de janeiro –  O nível atual das ações do GPA (PCAR3), grupo varejista dono de algumas das redes de supermercados mais conhecidas do Brasil como Extra e Pão de Açúcar, não precifica sua participação nos sólidos e bem-sucedidos Grupo Éxito e Cnova, por receio dos investidores de que as controladoras endividadas usem esses ativos para solucionar seus próprios problemas financeiros, segundo analistas ouvidos pela Mover.

A participação de 34% do GPA na Cnova, maior e-commerce de origem francesa em operação e vice-líder de mercado na França, abaixo da Amazon, vale aproximadamente R$5,1 bilhões, enquanto os 96,6% no Grupo Éxito, maior rede varejista da Colômbia, valem cerca de R$6,95 bilhões.

“Adicionando nossa projeção de preço justo do GPA, em torno de R$5,19 bilhões, a soma das partes atinge R$17,24 bilhões. Descontando a dívida de R$5,5 bilhões do GPA e dividindo o resultado pelas 269,4 milhões de ações PCAR3, chegamos a um valor justo de R$43,57 por ação”, explica Breno de Paula, analista da Inter Research.

“Nosso preço-alvo não inclui descontos diretos por riscos, sejam eles operacionais, de execução ou de governança, porque são subjetivos e não há consenso na academia sobre uma maneira de calculá-los, porém concordamos que eles existem no caso de GPA”, completa De Paula.

No pregão de ontem, os papéis ordinários de GPA (PCAR3) encerraram em alta de 2,11%, a R$19,35, preço 55,6% menor frente ao projetado utilizando o método de soma das partes – aplicado anteriormente.

Desconfianças

É verdade que condições macroeconômicas desafiadoras punem o setor varejista, mas, no caso da ação do GPA, desconfianças pairam sobre seu acionista majoritário, o conglomerado francês Casino, sob o comando do controverso diretor-presidente Jean-Charles Naouri, e a holding que o abriga, Rallye, em recuperação judicial.

No balanço do primeiro semestre de 2021, a Rallye informou uma dívida líquida de 2,796 bilhões de euros, enquanto o Casino reportou uma dívida líquida de 4,837 bilhões de euros.

Em novembro de 2021, o Casino informou um novo refinanciamento de suas dívidas, com um complemento do empréstimo a prazo, com vencimento em 2025, de 425 milhões de euros.

A situação dos controladores faz com que busquem levantar mais caixa, inclusive por meio das controladas, seja com ofertas subsequentes de ações ou venda de ativos, segundo analistas.

“O GPA nunca afirmou isso, mas o mercado conjectura a hipótese de que talvez a companhia precise, em algum momento, se desfazer das participações no Éxito ou na Cnova, por exemplo, para pagar à holding. São movimentos que não estão distantes do histórico da empresa e, por isso, muitos preferem ‘não pagar para ver’”, diz Breno de Paula, analista da Inter Research.

Dança das cadeiras

Em 2015, o Éxito, líder do varejo na Colômbia, comprou 50% da empresa francesa Segisor, que detinha a maior parte das ações com direito a voto do GPA, por preços considerados acima dos praticados no mercado – uma transação que não mudou em nada a gestão do GPA, mas foi avaliada na época como uma maneira do Casino tirar o dinheiro de um bolso e colocar no outro, retirando caixa do grupo colombiano, mas sem ter que dividir com os acionistas minoritários em forma de dividendos.

Em outro episódio de dança das cadeiras com os ativos, em 2019, o GPA comprou o Éxito por R$9,5 bilhões, por meio da Sendas Distribuidora, razão social do Assaí. Em 2020, na cisão entre Assaí e GPA, o Éxito foi segregado do Assaí e ficou sob o GPA.

Já em 2021, quem chamou a atenção do mercado foi a Cnova, empresa controlada pelo grupo francês Casino, com fatia minoritária do GPA.

Em meados do segundo semestre, a Cnova decidiu adiar um aumento de capital de 300 milhões de euros e uma oferta secundária de ações – que potencialmente abriria o caminho para a saída do GPA da companhia – sem fornecer maiores explicações. As operações haviam sido anunciadas em junho.

“Até a venda da bandeira Extra Hiper nos chamou atenção. Não é uma crítica, porque foi positiva para o GPA Brasil. Há algum tempo o mercado falava que era a ‘maçã podre’ dentre seus ativos. Porém, a empresa não sinalizava esse movimento. Ao contrário, eles bancavam os hipermercados e repentinamente anunciaram a venda, para o Assaí, também sob o guarda-chuva do Casino”, aponta Hugo Baeta, da gestora de recursos mineira AF Invest.

Procurado pela Mover, o GPA disse que não comenta rumores de mercado.

Éxito

Para se ter uma ideia da importância do Éxito no balanço do GPA, a rede colombiana respondeu por 48% da receita bruta consolidada do grupo no terceiro trimestre. Sem a rede Extra Hiper, vendida à Assaí em outubro, essa fatia chegaria a mais de 60%, segundo projeção de Hugo Baeta, da AF Invest.

“É apenas uma estimativa, já que o GPA Brasil alienou a maioria das lojas Extra Hiper, mas não todas. Porém, isso já sinaliza que cada vez mais a operação do Êxito se torna relevante para o resultado final consolidado da empresa – mais que a operação no Brasil”, explica Baeta.

Essa relevância do Éxito não é uma má notícia – ao contrário. A operação mais importante do grupo fica na Colômbia, cujo cenário inflacionário está mais controlado do que no Brasil – a divulgação de novembro do Índice de Preços ao Consumidor do país vizinho mostrava alta de 5,6% nos últimos 12 meses, ante 10,74% no IPCA brasileiro.

“Essa inflação baixa em comparação com os pares na América do Sul permite que o Grupo Éxito repasse com mais tranquilidade a alta nos preços para o consumidor, que por sua vez não tem seu poder de compra tão corroído como no Brasil, onde a inflação supera os 10%”, explica Baeta.

Além disso, o Grupo Éxito também é administrador de shoppings na Colômbia, sob a marca Viva, e na Argentina, sob a marca Paseo, o que confere resistência ao seu resultado financeiro. “As margens de administradoras de shopping são muito maiores que as de mercados, impactando positivamente a receita do grupo”, diz Baeta.

Cnova

Os negócios da Cnova também ajudam a dar solidez e diversificação ao balanço do GPA, na visão dos analistas.

A Cnova, que tem 34% de seu capital controlado pelo GPA, que registrou um volume bruto de mercadorias, GMV, de 1 bilhão de euros no terceiro trimestre.

“Sou cético quanto à tese de supermercados e hipermercados por causa desse movimento de migração para o atacarejo, contudo, existe um valor a ser destravado na ação do GPA, que não precifica a performance de Grupo Éxito e Cnova”, afirma Breno de Paula, analista do Inter Research

Os papéis ordinários do GPA acumulam queda de 10,95% desde o início do ano. Nos últimos seis meses, o papel derreteu 47,8%.

Texto: Maria Luiza Dourado
Edição: Gustavo Boldrini e Gustavo Bonato
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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