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+1,27%

SP500

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+0,63%

DJIA

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NASDAQ

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IFIX

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+0,41%

BRENT

US$ 84,84

+0,62%

IO62

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-2,83%

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Atualizado há 8 meses

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São Paulo, 4 de fevereiro – A Intelbras, código INTB3, disparou já no primeiro pregão. Por volta das 17h00, a ação ordinária era negociada a R$19,94, avanço de 26,60% em relação à oferta pública inicial, IPO na sigla em inglês.

O IPO da Intelbras, o quarto deste ano, movimentou R$1,3 bilhão, levantando R$579,6 milhões. A oferta foi coordenada pelo BTG Pactual, Citi, Itaú BBA e Santander. A companhia catarinense de segurança eletrônica é a 168ª empresa a ser listada no Novo Mercado.

“O que temos visto é um mercado seguro com a realização de novas ofertas que tanto ajudam o nosso mercado a evoluir com mais representatividade de setores. Os investidores também continuam atentos a bons ativos e olham cada vez mais as oportunidades de empresas de tecnologia que chegam na bolsa”, disse Gilson Finkelsztain, presidente da B3 durante o evento do IPO.


Referência nos setores de segurança, comunicação e energia, a Intelbras atua em soluções tecnológicas e possui mais de quatro mil colaboradores. “Temos a certeza absoluta de que a Intelbras, líder em diversos segmentos, continuará crescendo e contribuindo para o avanço da economia brasileira”, comentou Altair Silvestri, CEO da companhia.

IPO é um processo

O IPO, é um processo para uma companhia se tornar uma empresa de capital aberto, marcando o momento em que ela passa a vender ações pela primeira vez, ou seja, a entrada da empresa na Bolsa de Valores.

Antes de concluir seu IPO e ter ações listadas na Bolsa de Valores, a empresa que deseja abrir seu capital precisa passar por diversos processos e atender às exigências da Comissão de Valores Mobiliários, CVM.

Após a venda em oferta pública, os papéis da empresa passam a ser negociados no pregão da bolsa pelos acionistas compradores. Os IPOs podem ser primários, quando a venda é de novas ações e capitalização da empresa, ou secundários, quando os sócios da companhia vendem ações já existentes.

Quando a empresa abre o capital na bolsa, os donos precisam dividir as decisões e prestar contas aos demais acionistas, que passam a ter representantes no Conselho e participam das assembleias. A empresa precisa também fornecer informações periódicas para o mercado, como seu desempenho e como será usado o dinheiro captado. Ela se compromete a divulgar todos os fatos relevantes que envolvem o negócio ou a gestão da empresa e que interessem aos acionistas e ao mercado em geral.

A legislação exige alguns passos antes de fazer o IPO. Primeiro, a empresa deve se submeter a uma auditoria externa financeira e preparar os roadshows, reuniões com o objetivo de apresentar os negócios aos potenciais investidores. Então, o registro de companhia aberta classe A, que permite ações em bolsa, deve ser feito na Comissão de Valores Mobiliários, CVM. É preciso providenciar também a listagem na bolsa B3.

Depois, a empresa faz um documento chamado de prospecto, que contém todas as informações sobre o negócio e a oferta, incluindo os objetivos dos recursos, perspectivas de mercado e os riscos do negócio. Com isso, chega o período de reserva, prazo de alguns dias para os investidores pedirem as ações junto aos bancos e corretoras que participam da oferta. Em muitos casos, as empresas definem prazos para os investidores venderem as ações após a oferta, para evitar os chamados “flippers”, que são investidores que compram as ações para vendê-las no primeiro dia de negociação apostando na alta dos papéis.

 

O processo de venda da oferta inicial é chamado de bookbuilding, que indica o volume de interesse pelos papéis e o preço que os investidores estão dispostos a pagar. Depois de todo esse processo, as ações são entregues aos investidores e chega o dia da estreia da empresa na Bolsa. O desempenho dos papéis neste dia indica como o mercado recebeu a nova companhia.

 

Para quem quiser saber mais sobre as ofertas iniciais, o TC School preparou um e-book sobre os IPOs.

 

Texto: Letícia Matsuura
Edição Melina Flynn
Imagem: Divulgação/B3

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