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SP500

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DJIA

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NASDAQ

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IFIX

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BRENT

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IO62

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TRAD3

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ABEV3

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+1,31%

AMER3

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ASAI3

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AZUL4

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B3SA3

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O Banco do Brasil, cujo foco nesse ano deve ser dividido entre a busca por maior rentabilidade e a possível venda de algumas das suas operações, registrou lucro acima do consenso nesta quinta-feira e divulgou metas operacionais ambiciosas para 2019 – que poderiam elevar os resultados do maior banco estatal da América Latina em até 30%.

 

 

Em fato relevante, o BB disse que o lucro líquido ajustado, ou seja, livre de itens não recorrentes, atingiu R$3,845 bilhões no quarto trimestre, acima do consenso de R$3,6 bilhões colhido pelo TC. O número foi positivamente impactado pela redução das despesas de provisão de crédito, o forte aumento das rendas de tarifas e pelo controle de custos e despesas, que avançaram a um ritmo abaixo da inflação.

 

O crescimento do retorno sobre o patrimônio líquido, de 12,3% em 2017 para 13,9% em 2018, “reforça o compromisso de aumento da rentabilidade” da administração passada, disse o fato relevante. No trimestre, o chamado RSPL foi de 16,3% – ainda abaixo dos concorrentes, mas bem acima do que no início do ano passado.

 

Entre os destaques positivos, as provisões caíram 1,8% e 19% nas bases sequencial e anual no quarto trimestre, refletindo a queda do risco de crédito na carteira de agronegócio do BB. A despesa de PCLD líquida, que conta com a recuperação de crédito, caiu 29,2% no ano. Já nas receitas com tarifas, que cresceram 5,3% e 7,4%, respectivamente, o impulso veio do segmento seguros, previdência e capitalização. Entre os destaques negativos, teve a queda de quase 1% sequencial na margem financeira, refletindo menores ganhos de tesouraria e menores spreads de crédito – que são a diferença entre a taxa à qual o banco empresta e à qual ele se financia.

 

Os números mostram que a estratégia do antigo diretor-presidente do BB, Paulo Rogêrio Caffarelli, deu certo: a diminuição de duplicidades, custos e o foco em uma digitalização mais rápida geraram maior fidelidade do cliente e maiores vendas de serviços financeiros. Ao mesmo tempo, Caffarelli focou em melhorar a RSPL, para diminuir a brecha do BB com seus pares privados. O governo, que detém mais de 60% do capital do banco, deseja reduzir o escopo de atuação do banco e vender alguns ativos não essenciais.

 

O guidance para 2019 sugere que o caminho traçado por Caffarelli deve ser seguido pelo seu sucesso, Rubem Novaes, em termos de melhora na eficiência e a rentabilidade. A carteira de crédito cresceu 3% para R$649,3 bilhões e o BB espera aumenta-la de 3% a 6% neste ano. O lucro líquido ajustado, que no ano passado atingiu R$13,5 bilhões, poderia ficar entre R$14,5 bilhões e R$17,5 bilhões – aumento de até 30% na ponta mais alta do guidance. Já as despesas de provisão, que no ano passado chegaram a R$14,2 bilhões, podem se situar entre R$11,5 bilhões e R$14,5 bilhões.

 

De acordo com nosso contribuidor Guillermo Parra-Bernal, Novaes precisa pensar em formas de reduzir o tamanho do banco, e especialmente a gordura em termos de custos e indicações políticas, sem tirar RSPL do balanço do banco. Ele disse que, segundo fontes, o BB está analisando parcerias com gestoras grandes para reforçar os produtos da BB DTVM, maior gestora de ativos do país, e que um IPO é a melhor forma para destravar valor da operação. Outras áreas que poderiam ter fatias minoritárias oferecidas aos investidores incluem o segmento de custódia e de cartões – que já não faria tanto sentido, depois da BB Seguridade e da venture Cateno com a Cielo.

 

(Foto: Banco do Brasil/Contraf)

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