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iolanda

Atualizado há cerca de 2 meses

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São Paulo, 6 de dezembro – Há cerca de quatro anos, quando o movimento de consolidação do setor de saúde brasileiro já mostrava o quanto seria robusto e duradouro, a direção da rede hospitalar Mater Dei tomou a decisão estratégica de investir no próprio crescimento e na maior profissionalização da gestão a fim de “não caber na boca de ninguém”.

A expressão entre aspas dita por um amigo de Henrique Salvador, presidente da Mater Dei, jamais foi esquecida. À moda mineira, assim como a origem da rede hospitalar, os dois amigos conversavam sobre o cenário de consolidação, relembra Salvador.

“Há pelo menos 10 anos o Hospital Mater Dei é muito assediado. Muitos grupos e fundos querendo entrar em Belo Horizonte adquirindo as operações da rede, bem formatadas, competitivas, com serviços de excelência e entre as melhores margens EBITDA do setor. Mas a ideia sempre foi manter essa essência, esse DNA que a tornou tão cobiçada e poderia se perder em outras mãos. Eu disse isso a ele, que me respondeu: ‘Então, tem de crescer o suficiente para não caber na boca de ninguém’”, recorda.

A decisão de a empresa ser uma consolidadora nesse cenário já estava tomada, diz Salvador, mas as palavras do amigo a reforçaram. Entretanto, “no meio do caminho tinha uma pedra”, como diria o poeta também mineiro Carlos Drummond de Andrade. Uma pedra que torna uns consolidadores e outros joias cobiçadas: o capital.

“A rede já tinha tudo, investia e investe bastante em capital humano, qualificação, tecnologia. Já investia muito em governança corporativa desde os anos 1990, mas não tinha recursos para ser consolidadora. Era preciso preparar ainda mais a casa para atrair capital e, também, estudar os melhores mecanismos para obtê-lo”, prossegue Salvador.

O caminho escolhido foi o de buscar os recursos necessários no mercado de capitais. A preparação da companhia para sua primeira oferta de ações na bolsa brasileira demorou cerca de três anos, e chegou em abril deste ano. Com R$1,15 bilhão no bolso, a rede hospitalar começou então a se tornar o que almejava.

Mater Dei vai às compras

De lá para cá, a empresa foi às compras e já adquiriu três companhias, sendo duas delas hospitais de porte que permitem à Mater Dei fincar presença em outras regiões do país, seguindo a estratégia desenhada por anos de ser tornar um grande “player” nacional do setor.

A primeira aquisição, de 70% do capital do Grupo Porto Dias, em julho, consumiu R$800 milhões do caixa enriquecido pela oferta na B3, além de 27,2 milhões de ações da Mater Dei em favor dos acionistas da companhia adquirida, agora sócios, com 7% do seu capital.

Com o Grupo Porto Dias – dois hospitais e duas unidades de diagnóstico –, a rede fundada pela família Salvador em 1980 criou seu primeiro polo regional em Belém, a partir de onde pretende expandir a atuação para a região Norte.

Em meados de novembro, fechou a aquisição de 99,6% do capital do Hospital Santa Genoveva e 100% do Centro de Tomografia Computadorizada Uberlândia, por R$309 milhões, incluindo R$57 milhões em dívidas. Cabe ressaltar que o negócio foi antecipado pelo Scoop by Mover, em agosto.

Localizados em Uberlândia, no Triângulo Mineiro, divisa com o Centro-Oeste, os ativos da Santa Genoveva devem abrir as portas aos planos de crescimento da Mater Dei na região, diz Salvador, observando que, entre essas aquisições, a companhia que dirige comprou ainda 50,1% da A3Data, tecnológica especializada em dados e inteligência artificial, por R$40,8 milhões.

São Paulo e Rio

Mastologista e administrador de empresas por formação e prática, o presidente da Mater Dei detalha em linhas aparentemente simples esse plano estratégico de expansão.

“A empresa está criando ‘hubs’ regionais para avançar geograficamente no país a partir deles, tanto via aquisições como por investimentos na construção e ampliação dos hospitais do portfólio”, diz.

A partir de Minas Gerais, onde a rede integrada de saúde foi criada, com quatro hospitais na região metropolitana de Belo Horizonte, um deles ainda em construção, o plano é expandir a presença no Sudeste. “A companhia está de olho em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas quer entrar nesses estados com operações relevantes”, afirma Salvador.

A primeira investida da Mater Dei fora de Minas Gerais acontece em Salvador, na Bahia, com aporte de R$500 milhões na construção de um moderno complexo hospitalar com 370 leitos, além de um centro médico. O plano é também expandir a operação para o Nordeste.

O hospital em Salvador será inaugurado ano que vem, enquanto o de Nova Lima, em Minas Gerais, com 170 leitos, ficará pronto dentro de um ano e meio.

Com os ativos adquiridos, a Mater Dei somou 800 leitos ao portfólio, tinha 1.081 no IPO, oferta inicial de ações na sigla em inglês, quando previu que chegaria a 1.500 leitos em cinco anos. Ou seja, em poucos meses já cumpriu mais da metade da meta.

Caixa para cumprir os compromissos assumidos com o mercado não será problema, garante Salvador. No começo de novembro, a empresa emitiu R$700 milhões em debêntures, de uma intenção inicial de R$500 milhões.

“A emissão foi elevada porque a procura foi maior. A empresa tem espaço para emitir ainda mais dívida”, afirma.

Relação dívida-EBTIDA negativa

A Mater Dei finalizou o terceiro trimestre de 2021 com dívida total de R$258,2 milhões e relação dívida/EBITDA, ou alavancagem, negativa em 4,3 vezes. Ou seja, a empresa tem gerado caixa líquido, já contando o pagamento de todas suas dívidas.

Com o EBITDA acumulado até setembro de R$224 milhões, a margem ficou em 30,5%, 5,6 pontos percentuais a mais em comparação a igual período de 2020.

Salvador diz ainda que, assim como nas negociações com o Grupo Porto Dias, a empresa não descarta transações envolvendo ações, mas não cogita, no momento, uma oferta subsequente.

“Temos outras maneiras de buscar recursos”, enfatiza o presidente da Mater Dei, que tem 22% das ações em livre circulação no mercado, o chamado ‘free float’, 7% nas mãos da Porto Dias e o restante com a família Salvador.

Ativos para comprar também não faltam, ressalta, citando os mais de 4 mil hospitais atualmente em atividade no Brasil. “Tem muita coisa para ‘casar’ em breve. O pipeline é gordo e a empresa tem, inclusive, um setor próprio de fusões e aquisições para avaliá-lo, além de uma consultoria externa especializada”, aponta.

Salvador brinca com o “casar em breve”, referindo-se aos trâmites demorados que envolvem essas transações, comparando sempre o mercado com um romance, que começa com a paquera, depois namoro, noivado até chegar ao casamento.

“Para comprar o Santa Genoveva, demorou cerca de um ano e meio. Eram 215 sócios e a empresa conseguiu comprar de 214. Com a Porto Dias também foi demorado. Mas, tenho de dizer, eles que escolheram a Mater Dei, que viu suas operações bastante alinhadas com suas práticas. Tem que se encaixar na estratégia de crescimento da companhia, nos ‘hubs’, e estar alinhada com os valores que carrega há mais de 40 anos”, finaliza.

A ação ordinária da Mater Dei (MATD3) recua mais de 10% desde a abertura de capital. No mês, o papel avança cerca de 7,3%.

Texto: Iolanda Nascimento
Edição: Renato Carvalho e Gustavo Boldrini
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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