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Nubank pode se tornar banco mais rentável da América Latina, diz Morgan Stanley

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Nubank pode se tornar banco mais rentável da América Latina, diz Morgan Stanley

Em relatório, o Morgan Stanley iniciou a cobertura da ação do Nubank com recomendação overweight, que equivale à compra

Nubank pode se tornar banco mais rentável da América Latina, diz Morgan Stanley
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Atualizado há 4 meses

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São Paulo, 3 de janeiro – A combinação de uma estratégia de cliente no centro com uma estrutura de custos baixos e forte crescimento da base de usuários dá ao Nubank a capacidade de construir a “maior e mais rentável franquia bancária da América Latina”, avalia o Morgan Stanley em relatório no qual inicia a cobertura da ação da fintech com recomendação overweight, equivalente à compra.

Para os analistas Jorge Kuri, Jorge Echevarria e Felipe Martinuzzo, o Nubank deve terminar 2022 com um crescimento de 97% na receita líquida, enquanto oferece novos serviços que podem impulsionar o modelo de negócios da companhia. O preço-alvo foi definido em US$16,00.

“Aproveitando a melhor experiência do cliente, superioridade tecnológica e estrutura de baixo custo, em meio a sistemas bancários ineficientes na região, o Nubank pode ganhar com a venda cruzada de produtos que ainda mostram baixa penetração, como empréstimos pessoais, investimentos, seguros e empréstimos com garantia”, dizem os analistas.

O Morgan Stanley destaca ainda as vantagens competitivas que o Nubank tem para oferecer empréstimos a custos mais baixos que os praticados por bancos grandes, em especial a “significativa menor estrutura de custos” e a “qualidade de ativos”, com uma forte cultura de gestão de riscos.

Em termos de riscos para a tese, o Morgan Stanley destaca o risco regulatório e a forte competitividade no meio das finanças digitais.

O risco regulatório também é destacado pelo HSBC, que lançou relatório com recomendação de manutenção, equivalente a neutra, e preço-alvo de US$10,00 para o papel. O banco também cita a deterioração macroeconômica como fator de risco para a tese de investimento no Nubank, uma vez que a alta inflação e a alta dos juros prejudica o crescimento das companhias.

Em relatório também lançado nesta terça-feira, o suíço UBS BB iniciou a cobertura da ação do Nubank com recomendação de compra e preço-alvo de US$12,50, citando a possibilidade que a fintech tem de quadruplicar sua receita média por cliente ativo até 2026, passando dos atuais US$4 para US$16.

Perto das 10h, as ações do Nubank operavam em alta de 3,52% no pré-mercado de Nova York, a US$9,71.

Texto: Gustavo Boldrini
Edição: Allan Ravagnani
Imagem: Vinicius Martins / Mover

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