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SP500

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DJIA

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NASDAQ

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IFIX

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BRENT

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-2,71%

IO62

¥ 683,50

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TRAD3

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Atualizado há cerca de 1 ano

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São Paulo, 19 de outubro A agência de classificação de risco Standard & Poor’s, ou S&P, elevou a classificação da Oi de Default Seletivo, ou calote, para CCC+, que representa uma perspectiva estável. A decisão é resultado do aditamento da recuperação judicial da empresa, aprovado no início de setembro e homologado pelo Tribunal de Justiça no último dia 5 de outubro.

A agência informou que espera que a Oi (OIBR3) consiga efetuar vendas de ativos, tais como torres, data center, infraestrutura, móveis e ativos de TV e arrecade entre R$24 e R$27 bilhões nos próximos anos. Os termos de aditamento permitem que a companhia de telecomunicações crie unidades produtivas isoladas, as chamadas UPIs, de modo que separe os ativos para venda nos próximos trimestres.

S&P avalia que não há pressão de liquidez na Oi (OIBR3)

Se após o pagamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social, BNDES, e das debêntures da Oi Móvel, os recursos resultantes da venda dos ativos forem superiores a R$6,5 bilhões, a Oi pré-pagará as dívidas com bancos e agências de crédito à exportação com desconto de 55%.

A agência de classificação de risco ainda avaliou que não há pressão de liquidez na Oi no curto prazo. As métricas de alavancagem, no entanto, devem permanecer fracas. Com isso, a companhia mostra sinais de que conseguirá refinanciar ou repagar suas debêntures no início de 2022 e não deve voltar a enfrentar pressões de liquidez pois não terá vencimentos significativos até 2025.

As ações ordinárias, ON, da Oi estavam em queda hoje na B3, de 1,84%, cotadas a R$1,60. O papel registra queda de 8,57% no mês, mas sobe 87,21% no ano. Já o papel preferencial, PN, sobe 0,89%, para R$2,27, acumulando queda de 6,20% no mês e alta de 84,55% no ano. 

A ação caiu acentuadamente no ano passado depois que a empresa entrou em recuperação judicial e foi alvo de uma disputa pelo controle entre os sócios. Com a reorganização do controle e a reestruturação da dívida, a Oi registrou forte alta.

A empresa já foi uma das líderes do mercado de telefonia brasileiro e foi escolhida durante o governo do PT para ser a ‘supertele’ brasileira, em contraposição às concorrentes internacionais Telefônica, Claro e TIM. Mas, pouco depois, o controle da empresa acabou sendo vendido pelos grupos brasileiros para a Portugal Telecom e a companhia foi prejudicada com a quebra de um dos controladores, o banco português Espírito Santo, em meio a um escândalo de fraudes contábeis.

Texto: Ana Carolina Amaral

Edição: Angelo Pavini

Imagem: Nathália Reiter/TC Mover

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