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Atualizado há 7 meses

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São Paulo, 14 de maio – A Petrobras deve manter o foco em desalavancagem, e garantiu a manutenção da política de preços com paridade internacional. As informações são da teleconferência de resultados da empresa que ocorreu hoje, com o diretor financeiro, Rodrigo Araújo Alves, e o diretor comercial, Claudio Mastella. O presidente da estatal, Joaquim Silva e Luna, não participou do evento ao vivo, mas teve sua fala gravada e exibida em vídeo.

 

Lucro da Petrobras foi afetado por efeitos de impairment, segundo diretor

A petroleira apresentou lucro líquido de R$1,17 bilhão no primeiro trimestre, abaixo do consenso TC, de R$1,91 bilhão, mas viu sua geração de caixa livre saltar 16,60% na base anual, para R$31,08 bilhões. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, EBITDA na sigla em inglês, ajustado ficou em R$48,95 bilhões, superando o consenso de R$47,30 bilhões.

O novo diretor-presidente da Petrobras disse que a companhia superou desafios impostos pela “difícil conjuntura” do primeiro trimestre, e que a empresa segue abrindo caminho para receber novos investimentos.

Já Rodrigo Alves afirmou que os efeitos de impairment impactaram o lucro líquido da estatal no período, mas ressaltou a solidez do balanço. O impairment é um efeito não-caixa que traduz o reconhecimento de perdas no valor recuperável de ativos.

 

Gestão de Joaquim Silva e Luna deve manter paridade internacional de preços

A alocação eficiente de capital e a desalavancagem continuam sendo o foco da Petrobras, afirmou Rodrigo Alves. O executivo disse que a empresa não alterará seus pilares estratégicos.

Ele também reconheceu que a estatal trabalha com um caixa livre “acima do nível considerado ótimo” com o objetivo de reduzir sua dívida e desalavancar. No momento, esse enxugamento das dívidas se sobrepõe à política de pagamentos de dividendos, o que poderá ser revisto mais à frente, disse o diretor.

A política de precificação seguindo a paridade internacional continuará sob a gestão de Joaquim Silva e Luna, afirmou Claudio Mastella. Ele ressaltou que a Petrobras tem “liberdade e independência” para definir sua política. Segundo ele, a estatal não mudou seu comitê decisório de preços e continuará buscando “competitividade e equilíbrio”, sem alterações na frequência de reajustes.

 

Petrobras deve continuar com processo de venda de ativos

O processo de venda de ativos da Petrobras continua firme, disse Rodrigo Alves, ressaltando que não há descontinuidade ou falta de apetite nos processos de desinvestimento da empresa.

O objetivo agora, segundo o executivo, é cumprir os prazos estipulados pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica, Cade, para finalização dos processos. Além disso, a estatal espera finalizar as negociações a respeito da cessão onerosa de seus campos até setembro, estimou a diretoria da empresa.

 

Itaú BBA elevou recomendação para papel da estatal para compra

Após a divulgação do balanço da estatal, o Itaú BBA elevou sua recomendação para ações da Petrobras para outperform, equivalente a compra, citando uma redução nas incertezas e nos riscos que cercavam a petrolífera desde a crise por ingerências e subsequente liquidação que viveu em fevereiro.

Os analistas do banco de investimentos destacaram que os papéis da empresa estão “negociando a um grande desconto em relação à maioria dos players globais – até mesmo nomes russos -, com um perfil muito sólido de geração de caixa”. O novo preço-alvo do Itaú BBA para as ações preferenciais da companhia (PETR4) é de R$38,00. A possibilidade de alteração na política de preços, porém, ainda é colocada como risco.

 

BTG Pactual, Bradesco BBI e Credit Suisse mantiveram recomendação neutra

Outras corretoras e casas de research reconheceram o ótimo primeiro trimestre da Petrobras, mas ainda estão relutantes em recomendar a compra de suas ações. Analistas do BTG Pactual, por exemplo, enxergam os papéis negociando a múltiplos muito descontados. Eles afirmaram que “algumas ações são baratas por um motivo, e acreditamos que o mercado vai manter uma abordagem cautelosa, por enquanto”, reiterando recomendação neutra.

O Bradesco BBI e o Credit Suisse também mantiveram recomendação neutra para a empresa, enquanto o Santander elevou de underperform, equivalente a venda, para hold, ou seja, manter os papéis. Já a XP Investimentos continua com sua recomendação para todo o setor de gás e óleo sob revisão.

 

Desempenho das ações da Petrobras (PETR4)

Perto das 16h20, o papel preferencial da Petrobras (PETR4) subia 4,80%, cotado a R$26,19. Já a ação ordinária (PETR3) avançava 4,67%, a R$25,62. No mesmo horário, o Ibovespa operava em alta de 0,91%, aos 121,8 mil pontos.

 

Desempenho das ações da Petrobras

 

Para acompanhar o desempenho das ações da estatal e de outras empresas, basta acessar o TC Matrix, ferramenta gratuita do TC.

Texto: Gustavo Boldrini e Peter Frontini
Edição: Guilherme Dogo e João Pedro Malar
Arte: TC Mover


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